Europa Press/Contacto/Edson Teodoro De Souza, Edso
MADRID 5 abr. (EUROPA PRESS) -
A organização Prisoners Defenders confirmou neste sábado que, no mês de março, o governo cubano libertou 27 presos políticos, como parte das 51 libertações anunciadas pelo Executivo em meados de março, após a mediação do Vaticano.
“Dos 51 presos que o regime afirmou que iria libertar em março, apenas 27 são presos políticos”, assinalou a ONG em uma mensagem nas redes sociais, na qual denunciou que ainda restam “24 presos políticos a serem libertados”.
Nesse sentido, explicaram que o restante das pessoas libertadas pelo Executivo da ilha caribenha durante o mês de março eram “presos comuns”. “Estamos de olho no regime e fiscalizamos seus processos para que todos os prometidos à Igreja Católica sejam libertados”, acrescentaram.
O governo cubano anunciou no último dia 13 de março que, nos dias seguintes, libertaria 51 pessoas “condenadas à privação de liberdade” como parte do “espírito de boa vontade e de relações estreitas e fluidas entre o Estado cubano e o Vaticano”, que historicamente tem mantido diálogos com a ilha em matéria de processos de revisão e libertação de detentos.
A libertação dessas cerca de 50 pessoas não deve ser confundida com a libertação de 2.100 anunciada na quinta-feira pelas autoridades cubanas, após a aprovação de um indulto no âmbito da celebração da Semana Santa.
Em seu último balanço, datado de fevereiro de 2026, a Prisoners Defended estimou em 1.211 o número de presos políticos em Cuba, dado que aumentou em relação ao mês anterior, quando era de 1.207 pessoas.
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