MADRID 14 ago. (EUROPA PRESS) -
A Justiça do Equador determinou nesta sexta-feira a prisão preventiva do presidente da Confederação Nacional de Organizações Camponesas, Indígenas e Negras do Equador (Fenocin), Guido Perugachi, devido à paralisação dos serviços públicos durante os protestos de setembro e outubro de 2025.
A decisão foi tomada pela juíza Mery Raquel Maza, que destacou durante a audiência que a medida cautelar “será executada garantindo seu direito à identidade cultural”, em conformidade com o Guia de Justiça Intercultural do Tribunal Nacional de Justiça.
A prisão de Perugachi “será realizada sob uma abordagem intercultural, mantendo a consulta e a coordenação permanente com as autoridades indígenas correspondentes à sua comunidade”, assegurou a juíza da Unidade de Garantias Penais da cidade de Ibarra, província de Imbabura, no norte do Equador.
Maza aceitou, assim, o pedido do Ministério Público, que acusa o líder indígena de incitar outras pessoas a paralisar serviços públicos durante os protestos que se estenderam por cerca de um mês em Imbabura, em resposta à eliminação do subsídio ao diesel.
Pelo menos três pessoas morreram e dezenas ficaram feridas devido ao uso excessivo da força para reprimir os protestos, conforme denunciado, entre outros órgãos, pela Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) e por organizações da sociedade civil.
Nesse contexto, as cidades da província sofreram com a escassez de vários produtos, como o gás para uso doméstico, o que levou o governo de Daniel Noboa a organizar um comboio com ajuda humanitária, com a participação de militares.
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