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MADRID 9 jul. (EUROPA PRESS) -
A Justiça ucraniana determinou a prisão preventiva dos dois suspeitos de matar Anastasia Berezovskaya, a mulher apontada como responsável pelo atentado frustrado, há uma semana, em Mônaco, contra o oligarca Vadim Ermolaev.
O juiz Roman Novak acatou o pedido do Ministério Público de 60 dias de prisão preventiva, sem direito a fiança, para Vitali Zhikovich, ex-funcionário do Serviço de Segurança da Ucrânia, devido aos riscos de que sua liberdade influencie as testemunhas, obstrua a investigação e lhe permita cometer novos crimes.
Anteriormente, o magistrado também impôs as mesmas medidas cautelares a Vladislav Reut, agente dos serviços de inteligência do Ministério da Defesa, que durante a audiência manifestou sua “total disposição” em cooperar com a investigação, segundo informa a agência de notícias Ukrinform.
Além disso, Reut acusou o outro suspeito de ter sido ele quem disparou até quatro vezes contra Berezovskaya, cujo corpo foi encontrado esta semana em Kiev. A mulher, de 39 anos, foi apontada como suspeita do ataque com explosivos que deixou Ermolaev gravemente ferido, tendo ele perdido uma perna.
A explosão também deixou seu companheiro em estado crítico e feriu seu filho menor de idade. As autoridades informaram que, ao retornar à Ucrânia, Berezovskaya entrou em contato com sua família e com essas duas pessoas, que, ao longo de todo o caso, realizaram várias transferências bancárias para a suspeita.
Ermolaev é a 23ª pessoa mais rica de seu país, segundo a revista Forbes, e reside em Mônaco desde 2021; dois anos antes, havia obtido a nacionalidade cipriota. Além disso, ele está sujeito a sanções ucranianas desde dezembro de 2023 por suas atividades comerciais na Crimeia, território que foi anexado pela Rússia em 2014.
Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático