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MADRID 20 set. (EUROPA PRESS) -
A Confederação de Nacionalidades Indígenas do Equador (CONAIE), a principal organização indígena do país, denunciou o bloqueio de várias contas bancárias de seus líderes e organizações afiliadas em meio à greve nacional indefinida convocada para protestar contra a eliminação do subsídio ao diesel, que causou um aumento de mais de 50% nos preços dos combustíveis.
Os bancos justificaram os bloqueios como "ordens do Estado", o que a CONAIE interpreta como um ato de intimidação e criminalização.
"O bloqueio econômico dos líderes indígenas não é um ato isolado, mas parte de uma estratégia para criminalizar o protesto social e enfraquecer as demandas dos povos e nacionalidades do país, que estão buscando soluções para a crise econômica pela qual milhões de equatorianos estão passando", disse a CONAIE em um comunicado.
"Rejeitamos qualquer tentativa de nos intimidar e ratificamos nosso compromisso com a defesa da vida, do território e dos direitos coletivos (...) sem nos deixarmos intimidar por ações ilegais ou políticas de perseguição", enfatizou.
A CONAIE, liderada por seu presidente Marlon Vargas, pediu a unidade dos povos indígenas, comunidades camponesas e cidadãos para resistir às políticas econômicas do governo do presidente Daniel Noboa. Ela também denunciou atos de repressão, perseguição e criminalização, solicitando a vigilância de organizações internacionais como a ONU e a CIDH.
A organização também está exigindo a redução do IVA de 15% para 12% e o restabelecimento do parlamento plurinacional de povos e organizações sociais.
O presidente Noboa respondeu aos protestos declarando estado de emergência em sete províncias e proibindo comícios, embora as manifestações continuem.
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