Publicado 23/09/2025 14:07

O principal grupo indígena do Equador pede a Noboa que retome a ajuda ao diesel e liberte os detidos

QUITO, 17 de setembro de 2025 -- As forças armadas equatorianas e a polícia nacional mantêm a ordem em uma estrada em Quito, Equador, em 16 de setembro de 2025.   O presidente do Equador, Daniel Noboa, declarou estado de emergência por 60 dias em sete pro
Europa Press/Contacto/Ricardo Landeta

MADRID 23 set. (EUROPA PRESS) -

A Confederação de Nacionalidades Indígenas do Equador (CONAIE) pediu nesta terça-feira ao presidente Daniel Noboa que volte atrás e retome a política de ajuda para a compra de combustível, dois dias depois de dois dias de mobilizações em todo o país, um tanto intermitentes, mas que já deixaram mais de 50 pessoas presas.

O presidente da Conaie, Marlon Vargas Santi, culpou Noboa por "dividir o país" com essa decisão de abolir os subsídios aos combustíveis, mas também por sua insistência em convocar uma assembleia constituinte "de forma arbitrária", apesar de não ter o apoio dos juízes.

Além de exigir a revogação do decreto que elimina o subsídio ao diesel, Santi também denunciou o fato de que, no primeiro dia de manifestações e de uma greve geral para protestar contra essa medida, as autoridades prenderam mais de 50 pessoas por exercerem seu direito de protesto.

Ele também advertiu que as autoridades não forneceram informações sobre o paradeiro dos detidos, o que não apenas viola o direito ao devido processo legal, mas também aumenta o risco do crime de desaparecimento forçado.

Santi informou que as comunidades indígenas da Amazônia equatoriana se unirão à greve geral nas próximas horas, bloqueando estradas e outras vias de acesso à região em resposta à recusa do governo em atender às demandas dos cidadãos.

"Estamos preparados para resistir", disse o líder indígena, que denunciou o fato de o governo ter congelado as contas bancárias de vários líderes da organização. "Se eles começarem assim, não haverá trégua, não haverá diálogo", disse ele nesta terça-feira em uma coletiva de imprensa, de acordo com o jornal 'El Universo'.

Na mesma coletiva de imprensa estavam presentes representantes da delegação amazônica da Conaie, que reprovaram o presidente equatoriano por não ter ouvido nenhuma de suas demandas relacionadas à proteção dos recursos explorados em suas terras.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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