Publicado 14/01/2026 08:24

O Principado rejeita "pratos pré-cozinhados" e solicita uma negociação "em pé de igualdade" com todas as comunidades autónomas.

A vice-presidente do Principado, Gimena Llamedo, na reunião desta quarta-feira do Conselho de Política Fiscal e Financeira.
PRINCIPADO

OVIEDO 14 jan. (EUROPA PRESS) - A vice-presidente do Principado e conselheira da Presidência, Desafio Demográfico, Igualdade e Turismo, Gimena Llamedo, advertiu nesta quarta-feira, antes da reunião do Conselho de Política Fiscal e Financeira (CPFF), que “não gostamos das formas” utilizadas até agora pelo Governo central e rejeita aderir a um acordo que qualifica de “prato pré-cozinhado”, pelo que solicita que se inicie uma negociação em pé de igualdade com todas as Comunidades Autónomas.

Segundo declarou à imprensa antes da reunião, Astúrias comparece ao encontro com a vontade de “ouvir as propostas que forem feitas”. No entanto, acrescentou, “não gostamos que nos peçam para aderir a um contrato previamente assinado, nem gostamos de pratos pré-cozinhados, e o que pedimos é que se abra um diálogo e se inicie uma negociação com todas as comunidades autônomas”.

Llamedo sublinhou que o financiamento autonômico é uma questão “crucial”, uma vez que afeta diretamente a prestação de serviços públicos essenciais, como saúde, educação e serviços sociais, e insistiu que o Executivo asturiano defenderá “com rigor e firmeza” o que for bom para o presente e o futuro das Astúrias.

A vice-presidente salientou que o Governo do Principado acude ao CPFF com uma posição clara, apoiada pelos acordos alcançados na Assembleia Geral do Principado na Mesa de Financiamento Autonômico — com todos os grupos, exceto o Vox — e pela chamada Declaração de Santiago, assinada com outras oito comunidades autônomas. “Somos um governo de palavra e um governo que também se submete a esses acordos”, afirmou. Llamedo destacou que o que o Governo asturiano defende é que se tenha em conta o custo dos serviços e não tanto a capacidade fiscal dos territórios, fazendo referência a variáveis como o envelhecimento da população.

Por último, espera que o encontro de hoje “seja um ponto de partida para que se inicie essa negociação”, referindo-se a uma negociação com todas as comunidades autônomas em que “se possa expor e conhecer melhor o modelo que se apresenta e transmitir a posição das Astúrias”.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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