MADRID 18 ago. (EUROPA PRESS) -
Uasim al Asad, primo do presidente sírio deposto Bashar Al Asad, foi condenado à morte por um tribunal de Damasco, capital da Síria, por vários crimes cometidos durante o regime de sua família na Síria, incluindo crimes contra a humanidade contra o povo sírio.
Segundo informa a agência de notícias estatal SANA, a sentença comprova, com evidências conclusivas, sua participação em um grupo armado envolvido no ataque a uma loja na cidade de Jaramana, onde roubaram o estoque e sequestraram o proprietário por sua oposição ao antigo regime. A esse grupo também é atribuída a participação no sequestro e assassinato de cidadãos sírios em várias regiões.
Uasim al Asad também foi condenado pelo assassinato premeditado de mais de uma pessoa e por tortura, crimes tipificados como crimes contra a humanidade e crimes de guerra.
Além da pena de morte, os bens e imóveis do condenado serão confiscados em benefício do erário público sírio. O primo do ex-presidente foi detido em junho de 2025 em uma operação realizada perto da fronteira com o Líbano.
Este caso, o primeiro contra um parente de Al Assad desde a queda do antigo regime, faz parte dos processos de justiça de transição abertos após a saída de Al Assad do poder, que fugiu para a Rússia no início de dezembro de 2024 após uma ofensiva de jihadistas e rebeldes liderados pelo Hayat Tahrir al-Sham (HTS), cujo líder, Ahmed al-Shara, é agora o presidente do país.
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