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MADRID 11 ago. (EUROPA PRESS) -
O primeiro-ministro da Suécia, Ulf Kristersson, classificou como “uma péssima ideia” a implementação de medidas que possam comprometer a estabilidade da Europa, em alusão às políticas de regularização do governo da Espanha, uma vez que elas poderiam desencadear uma crise migratória semelhante à de 2015.
Kristersson alertou que as políticas migratórias da Espanha também os prejudicam “especialmente”, já que a experiência mostra “que muitas pessoas que vêm para a Europa preferem ir para o norte”, assim como ocorreu em 2015, conforme declarou em entrevista ao “Financial Times” publicada nesta terça-feira.
“Temos que ser muito, muito cuidadosos para não agir de uma forma que se aproxime sequer do que aconteceu em 2015”, alertou Kristersson, que revelou já ter transmitido ao presidente do Governo, Pedro Sánchez, seu descontentamento com essa medida, que pode resolver a situação administrativa de 1,2 milhão de pessoas.
As críticas do primeiro-ministro sueco surgem logo após as de suas homólogas da Itália e da Dinamarca, Giorgia Meloni e Mette Frederiksen, que na véspera emitiram um comunicado conjunto associando a “imigração descontrolada” à criminalidade e à sobrecarga dos serviços públicos.
Alguns parceiros europeus têm se mostrado especialmente críticos nas últimas semanas em relação às políticas migratórias do governo espanhol, na sequência da crise provocada pela invasão de dezenas de milhares de pessoas em Ceuta, embora a grande maioria delas tenha sido devolvida ao Marrocos.
No entanto, a regularização oferecida pelo governo de Sánchez concede permissão de residência e de trabalho na Espanha, mas não no restante da União Europeia; ainda assim, o primeiro-ministro sueco acredita que “não é hora de relaxar” e defende a proteção das fronteiras e “políticas o mais harmonizadas possível”.
“Tomar medidas que possam comprometer uma situação estável seria uma péssima ideia”, avaliou o líder sueco, que aspira à reeleição em setembro e não descarta a possibilidade de precisar do apoio do partido de extrema direita com raízes neonazistas, os Democratas da Suécia.
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