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MADRID 18 jun. (EUROPA PRESS) -
A Assembleia portuguesa rejeitou nesta quarta-feira a proposta de rejeição do programa do governo minoritário liderado pelo primeiro-ministro Luís Montenegro, que ressaltou a "legitimidade" com que a coalizão foi reforçada após o debate no plenário.
"Este governo é totalmente funcional, legitimado pelo Parlamento", disse Montenegro após deixar a câmara, ressaltando que agora cabe a eles implementar um programa, para o qual esperam a colaboração das outras forças políticas presentes na Assembleia.
"Vamos nos concentrar em resolver os problemas que afetam a vida das pessoas, melhorando a qualidade de vida e o crescimento de nossa economia para criar riqueza e poder ter mais justiça social", disse ele.
Como era de se esperar, a proposta apresentada pelos comunistas foi pouco apoiada pelos poucos votos dos partidos à esquerda do Partido Socialista, que votou contra, mas não sem antes avisar durante o debate que se oporá a quaisquer medidas que envolvam cortes nos serviços públicos.
"Não seremos conselheiros do governo, fiscalizaremos as ações do governo, seremos exigentes e diretos, dialogaremos com transparência e lealdade institucional", disse o único candidato à liderança do Partido Socialista, José Luís Carneiro.
Assim começa o governo minoritário de um Montenegro que tem 91 deputados, em um equilíbrio difícil dentro de uma Assembleia na qual o partido de extrema direita de Chega emergiu como a principal força de oposição, à frente de um Partido Socialista em baixa e de formações mais à esquerda residual.
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