Alberto Ortega - Europa Press - Arquivo
MADRID 20 out. (EUROPA PRESS) -
O primeiro-ministro de Portugal, Luís Montenegro, apoiou nesta segunda-feira a proposta de proibir o uso de véus integrais como a burca ou o niqab em espaços públicos, apelando para uma questão de segurança, sem querer entrar em "questões filosóficas" mais profundas.
"Tenho uma opinião muito clara sobre o procedimento legislativo na Assembleia da República", disse Montenegro, ao final de uma reunião de líderes europeus na Eslovênia, na qual foi perguntado expressamente sobre sua opinião a respeito da proposta, inicialmente promovida pela extrema direita e também apoiada pelos partidos do governo.
"Se eu fosse um eurodeputado, teria votado a favor", disse ele, argumentando que "o direito à segurança e a percepção de segurança" estavam em jogo. Nesse sentido, ele enfatizou que "o direito de uma pessoa à liberdade termina quando esse direito entra em conflito com o de outras pessoas".
Por sua vez, o líder do Chega, André Ventura, ironizou nas redes sociais, na segunda-feira, com aqueles que ameaçam deixar Portugal caso a lei acabe por ser promulgada. "Até a próxima, não voltem", disse ele em sua conta no X, com um vídeo no qual deixou claro que não haverá mudanças.
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