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MADRID 2 mar. (EUROPA PRESS) -
O primeiro-ministro polonês, Donald Tusk, enfatizou no domingo que a Europa "é um gigante que acordou" e pediu aos líderes europeus que tenham mais confiança nas capacidades do continente, inclusive na defesa.
Tusk argumentou, antes de partir para Londres para a cúpula convocada pelo primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, que é absurdo que "500 milhões de europeus estejam pedindo a 300 milhões de americanos que os defendam de 140 milhões de russos". Nesse sentido, ele defendeu que os europeus assumam a responsabilidade por sua própria segurança, de acordo com a agência de notícias polonesa PAP.
Ele argumentou que a Europa tem 2,6 milhões de soldados, incluindo a Ucrânia, os EUA 1,3 milhão, a China 2 milhões e a Rússia 1,1 milhão. Em termos de aeronaves de combate, a Europa tem 2.000, os EUA têm 1.456, a China tem 1.456 e a Rússia tem 1.224.
"A Europa tem uma vantagem sobre todos os outros países, e a Rússia nem se compara a ela", enfatizou. "O déficit está na incapacidade de entender que a Europa tem o potencial de ser uma potência global", enfatizou.
"Até mesmo os céticos, aqueles que se sentiam fracos, agora estão se levantando, ergueram a cabeça e venceram. Agora, esse gigante também se ergueu na Europa", acrescentou.
"Hoje dizemos em alto e bom som: paz através da força. Uma Europa forte, que acredita em sua própria força, bem armada, pronta para defender nossas fronteiras, é uma Europa que garante a paz. Não com a capitulação na Ucrânia, mas com nossa própria força", disse ele.
No entanto, ele reconheceu que o rompimento do vínculo transatlântico representa um grande "dilema", já que o relacionamento com os Estados Unidos tem sido o "principal pilar" da política externa polonesa desde o fim da Guerra Fria.
Tusk argumentou que a Polônia não deveria ter que escolher entre a Europa e os EUA e enfatizou que poderia servir como uma ponte, de forma semelhante ao Reino Unido.
Em relação à proposta da primeira-ministra italiana Giorgia Meloni, Tusk expressou seu apoio à convocação de uma cúpula com os Estados Unidos, os países da UE e seus aliados. "No momento atual, isso parece muito necessário", disse ele, antes de destacar as boas relações entre Meloni e o presidente dos EUA, Donald Trump.
Tusk também respondeu a Trump que a UE não foi formada para "incomodar" ninguém, em referência às palavras do presidente dos EUA.
Por fim, ele reiterou o apoio da Polônia à Ucrânia, não apenas por "decência e solidariedade", mas também pelo "interesse nacional polonês". "Os poloneses apoiam claramente a aliança mais próxima possível entre a Polônia, a Europa e o Ocidente como um todo com os Estados Unidos", concluiu.
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