Publicado 23/04/2026 08:36

O primeiro-ministro do Peru apoia a compra dos F-16 após uma proposta de moção de censura contra Balcázar

Archivo - Arquivo - 11 de maio de 2023, LIMA, LIMA, PERU: LIMA, 11 DE MAIO DE 2023... DESENVOLVIMENTO DA SESSÃO PLENÁRIA DO CONGRESSO DA REPÚBLICA. DEBATE ENTRE AS DIFERENTES BANCADAS POLÍTICAS SOBRE AS LEIS A SEREM APROVADAS OU NÃO.
Europa Press/Contacto/El Comercio - Arquivo

MADRID 23 abr. (EUROPA PRESS) -

O primeiro-ministro do Peru, Luis Enrique Arroyo Sánchez, apoiou o contrato de aquisição de caças F-16 para a Força Aérea, depois que o presidente, José María Balcázar, decidiu suspender a compra, o que motivou a renúncia dos ministros da Defesa e das Relações Exteriores e a enésima crise política, com a primeira proposta de moção de censura já em tramitação.

“O processo de contratação para a aquisição de caças F-16 (...) obedece a compromissos pré-estabelecidos que dizem respeito à defesa nacional e que exigem o respeito à figura presidencial, que além disso é o chefe supremo das Forças Armadas”, afirmou Arroyo em um comunicado.

Arroyo enfatizou que cabe ao Governo “cumprir e fazer cumprir os acordos” e ressaltou que, caso não cumpra o acordado, o país enfrenta não apenas “penalidades onerosas”, mas também o prejuízo à sua própria imagem.

Além disso, o primeiro-ministro peruano destacou que essa compra é “importante”, pois vem fortalecer e renovar a frota aérea das Forças Armadas. “Esta decisão é de natureza estratégica”, disse ele.

A compra de cerca de vinte aeronaves F-16 da empresa norte-americana Lockheed Martin gerou uma nova crise política no Peru, num momento em que as instituições voltaram a ser questionadas pela opinião pública devido à incerteza dos resultados do primeiro turno das eleições.

A polêmica surgiu quando o presidente Balcázar afirmou que a compra não seria realizada, deixando a decisão a cargo do novo governo que surgiria após o segundo turno, em 7 de junho. Isso motivou as demissões dos ministros da Defesa, Carlos Díaz, e das Relações Exteriores, Hugo de Zela Martínes.

No entanto, conforme confirmado nas últimas horas pelo Ministério da Economia, já foi efetuado o primeiro pagamento de 462 milhões de dólares (cerca de 395 milhões de euros) por essa dezena de caças, que deveriam chegar ao Peru entre 2029 e 2030, segundo afirmou o embaixador dos Estados Unidos no Peru, Bernie Navarro.

CRISE INTERNA E PRIMEIRA PROPOSTA DE MOÇÃO DE CENSURA

Esse desacordo provocou novas tensões internas no gabinete, que já teve dois primeiros-ministros em apenas dois meses e cuja formação já havia sido marcada pela decisão de última hora de Balcázar de colocar Denisse Miralles à frente do gabinete, após ter anunciado anteriormente Hernando de Soto.

A oposição não deixou passar o ocorrido e, da bancada do Partido Ação Popular, já foi proposta a apresentação de uma moção de censura contra o presidente peruano. “A segurança nacional foi gravemente colocada em risco”, avaliou seu proponente, o terceiro vice-presidente do Congresso, Ilich López.

“Claramente, aqui ele não está tomando as decisões, muito menos as corretas (...) O presidente Balcázar tem que explicar muitas coisas ao país; tem que dizer quem o está assessorando e que tipo de decisões estão sendo tomadas, porque essas posições erráticas geram mais incerteza”, disse López.

López confirmou que já se começou a coletar as 33 assinaturas necessárias para debater a moção de censura. “Já há vários que assinaram”, afirmou.

No entanto, nem todos na oposição se mostraram a favor disso. A vencedora do primeiro turno das eleições, a líder da Fuerza Popular, Keiko Fujimori, acredita que “uma moção de censura alimentaria ainda mais a instabilidade” e que é hora de “acalmar os ânimos” em toda essa questão.

Embora tenha dado a entender que a postura de Balcázar seria motivada por pressões de seu entorno. “Ele deveria refletir sobre o que significam esses compromissos e a importância de suas declarações”, repreendeu.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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