Europa Press/Contacto/Michtof
MADRID, 22 abr. (EUROPA PRESS) -
O primeiro-ministro do Líbano, Nawaf Salam, afirmou nesta terça-feira que “prefere evitar um confronto direto” com o partido-milícia xiita Hezbollah, embora tenha alertado que também “não se deixará intimidar” diante das decisões tomadas pelo governo libanês que confirmaram a ilegitimidade das atividades armadas e, por isso, exigem o desarmamento da milícia.
Durante uma coletiva de imprensa conjunta em Paris com o presidente francês, Emmanuel Macron, Salam destacou que a estabilidade do país depende do desarmamento do Hezbollah, contra o qual prefere evitar um confronto direto.
“A prioridade absoluta é que o Hezbollah seja desarmado, mas não podemos ter estabilidade total sem que Israel retire suas tropas”, destacou, conforme divulgado pela Presidência do Conselho de Ministros libanês nas redes sociais.
Salam também comemorou a decisão do presidente de seu país, Joseph Aoun, de iniciar negociações diretas com Israel para alcançar um acordo de paz. “Continuaremos por esse caminho, a partir de nossa convicção de que a diplomacia não é um sinal de fraqueza, mas uma opção responsável que busca não deixar nenhuma via inexplorada para recuperar a soberania de nosso país e proteger seu povo”, declarou.
Na mesma linha, Macron exigiu “a retirada israelense do território libanês (e) o desarmamento do Hezbollah pelo Líbano”, ao mesmo tempo em que, pela via diplomática, pediu “um acordo político entre Israel e o Líbano que garanta a segurança de ambos os países, respeite a integridade territorial do Líbano e estabeleça as bases para a normalização de suas relações”, conforme divulgado nas redes sociais.
"Isso implica que o Hezbollah, que cometeu um grave erro estratégico ao arrastar o Líbano para uma guerra que não escolheu, deve cessar seus ataques contra Israel e deixar de tentar usurpar as prerrogativas do Estado", afirmou.
APOIO AO FORTALECIMENTO DO EXÉRCITO DO LÍBANO
Além disso, ambos os líderes concordaram em ampliar as conversações e preparar uma conferência internacional dedicada a apoiar o Exército libanês, com o objetivo de que ele adquira o monopólio das armas de que goza o Hezbollah, e também para reparar os danos às infraestruturas causados pela ofensiva israelense, uma reconstrução defendida especificamente por Macron como parte da resolução do conflito.
Por sua vez, Salam argumentou que “fortalecer as capacidades do Exército e das forças de segurança constitui uma condição essencial para restaurar a autoridade do Estado e garantir o monopólio das armas em suas mãos em todo o território libanês”.
“Isso também requer fortalecer nossas instituições e, portanto, continuar implementando o programa de reformas com o qual meu governo se comprometeu”, acrescentou.
Por outro lado, ambos os líderes manifestaram descontentamento com o término do mandato da Força Interina das Nações Unidas para o Líbano (FINUL), que encerrará sua missão no final deste ano, sem que tenha sido esclarecido se haverá outro ator para assumir o relevo.
Este assunto teve grande relevância nas reuniões realizadas por Salam durante a jornada desta terça-feira, como foi o caso do ministro das Relações Exteriores da Espanha, José Manuel Albares, que, após seu encontro com o líder libanês, propôs que a União Europeia assuma algum tipo de papel na missão que, na opinião da Espanha, deveria assumir o relevo assim que o mandato da missão expirar.
Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático