Publicado 23/06/2026 02:22

O primeiro-ministro do Catar lamenta que “não é a primeira vez” que Netanyahu “provoca uma escalada regional”

Ele alega que a estabilidade regional “não pode ser alcançada sem uma solução justa para a causa palestina e o reconhecimento de seu direito de estabelecer um Estado soberano e independente”

Archivo - Arquivo - RÚSSIA, MOSCOU - 18 DE NOVEMBRO DE 2025: O primeiro-ministro e ministro das Relações Exteriores do Catar, Mohammed bin Abdulrahman bin Jassim Al Thani, participa da 24ª reunião ampliada do Conselho de Chefes de Governo da OCS no Centro
Europa Press/Contacto/Yevgeny Messman - Arquivo

MADRID, 23 jun. (EUROPA PRESS) -

O primeiro-ministro e ministro das Relações Exteriores do Catar, Mohamed bin Abdulrahman al Thani, criticou o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, afirmando que, “infelizmente, não é a primeira vez que ele provoca uma escalada na região”, referindo-se às campanhas militares realizadas sob seus mandatos no Líbano, na Síria e na Faixa de Gaza.

“Infelizmente, não é a primeira vez que o primeiro-ministro israelense provoca uma escalada na região, por meio da ocupação e expansão contínuas em territórios libaneses e sírios, e da recusa em se comprometer com a retirada da Faixa de Gaza ou em cumprir as obrigações decorrentes dos acordos”, afirmou Al Thani em entrevista à emissora pan-árabe Al Jazeera, apenas um dia depois de Netanyahu se gabar de ter criado “zonas de segurança” em Gaza, na Síria e no Líbano.

Nesse contexto, o líder do Catar destacou que a prioridade de seu país é “o respeito à soberania dos Estados, a redução da tensão e o máximo esforço para conter esses conflitos, de modo a restabelecer a estabilidade na região e evitar mais sofrimento aos seus povos”.

“O Estado do Catar aspira a uma visão unificada do Golfo e a um novo quadro de segurança regional que garanta a estabilidade e evite a recorrência de crises”, destacou, antes de afirmar que, “no entanto, a estabilidade plena na região não pode ser alcançada sem uma solução justa para a causa palestina, o fim do sofrimento do povo palestino e o reconhecimento de seu direito de estabelecer um Estado soberano e independente”.

Em outra parte da entrevista divulgada pelo próprio Ministério das Relações Exteriores, Al Thani também se referiu ao Irã, que atualmente mantém negociações com os Estados Unidos mediadas pelo Paquistão e, justamente, pelo Catar. “É um Estado vizinho, e o diálogo com ele continua sendo fundamental para garantir a segurança e a estabilidade da região”, afirmou o líder catariano.

No entanto, ele não deixou de salientar que “o que ocorreu”, em alusão velada aos ataques de retaliação lançados pelo Irã em reação à ofensiva empreendida em fevereiro pelos Estados Unidos e por Israel, “é inaceitável para o Estado do Catar e para o restante de nossos irmãos nos Estados do Conselho de Cooperação (dos Estados Árabes) do Golfo”.

De qualquer forma, o líder diplomático abordou um dos principais pontos críticos das referidas negociações, a navegação no Estreito de Ormuz, e quis ressaltar “a importância de garantir a liberdade de navegação, eliminar qualquer ameaça que impeça a passagem segura e ativar mecanismos de comunicação direta e uma linha direta para resolver qualquer disputa”.

“O Estado do Catar continua suas consultas com os Estados do Conselho de Cooperação do Golfo e o Sultanato de Omã, com base em uma posição comum do Golfo que afirma o direito de todos os Estados ribeirinhos do Golfo Pérsico a uma passagem segura e livre, preservando, ao mesmo tempo, a estabilidade regional e os interesses de seus povos”, acrescentou.

Além disso, Al Thani defendeu que, no Conselho, mantêm “uma visão comum que busca resolver as disputas por meios diplomáticos e pacíficos, e construir um maior nível de confiança e cooperação”.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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