Europa Press/Contacto/Marek Ladzinski
MADRID 21 maio (EUROPA PRESS) -
O primeiro-ministro da Hungria, Péter Magyar, afirmou nesta quinta-feira que a União Europeia “voltará a comprar gás russo” assim que terminar a invasão russa da Ucrânia, que começou há mais de quatro anos, e disse estar disposto a “abrir um novo capítulo nas relações com Kiev”.
Em entrevista ao jornal 'Rzeczpospolita' por ocasião de sua visita à Polônia, Magyar destacou que, antes de se alcançar essa melhoria nas relações com a Ucrânia, é necessário que a "minoria húngara que reside no país tenha os direitos mais básicos".
“A competitividade e a geografia ditarão isso”, disse ele, sobre a questão energética, antes de afirmar que o gás russo “é mais barato do que o gás liquefeito que chega pelo Mar Báltico”. “A UE terá que voltar a ele”, afirmou, ao mesmo tempo em que ressaltou que “a Rússia continuará onde está hoje”.
Em relação à sua vitória nas eleições, Magyar declarou que “recebeu o mandato do povo húngaro para alcançar o objetivo de diversificar ao máximo as fontes de energia” com as quais o país conta, especialmente no que diz respeito à “segurança no abastecimento”.
Além disso, ele enfatizou a importância de “levar em conta o preço inicial da matéria-prima”. “O gás liquefeito que vem do Báltico e passa pela Polônia e pela Eslováquia é significativamente mais caro do que o gás importado da Romênia, da Rússia ou da Áustria. É claro que vamos iniciar conversas e vamos trabalhar juntos”, afirmou.
Assim, indicou que o primeiro-ministro polonês, Donald Tusk, também garantiu que “fará todo o possível para reduzir o preço, de modo que a oferta seja a mais competitiva possível”. “Mas isso não depende apenas da Polônia, mas também dos Estados Unidos e do mercado. Ainda assim, ficaríamos felizes em ter várias fontes de abastecimento, pois isso garante maior segurança”, acrescentou.
É por isso que ele destacou que tudo indica que “a política europeia mudará substancialmente assim que a guerra terminar”. “Esperemos que isso aconteça rapidamente. Precisamos ser competitivos, e para isso é essencial contar com preços baixos, mas sou pragmático a esse respeito e compreendo as críticas”, concluiu.
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