Publicado 13/01/2026 13:28

O primeiro-ministro da Groenlândia, sobre o futuro da ilha: “Se tivermos que escolher, preferimos a Dinamarca”.

Archivo - Arquivo - O primeiro-ministro da Groenlândia, Jens Frederik Nielsen, ao lado da primeira-ministra da Dinamarca, Mette Frederiksen.
Europa Press/Contacto/Zhang Yuliang - Arquivo

O governo dinamarquês aposta na unidade para a reunião desta quarta-feira na Casa Branca MADRID 13 jan. (EUROPA PRESS) - O primeiro-ministro da Groenlândia, Jens-Frederik Nielsen, garantiu nesta terça-feira que, caso tenha que tomar uma decisão sobre o futuro do território, prefere “a Groenlândia de hoje”, que “é dinamarquesa e não americana”, declarações que chegam apenas um dia antes da reunião de ministros das Relações Exteriores prevista para esta quarta-feira na Casa Branca e da qual também participará o vice-presidente americano, JD Vance. “Se tivermos que escolher, preferimos a Dinamarca. A Dinamarca, a União Europeia e a OTAN. Preferimos a Groenlândia que conhecemos hoje. Este não é o momento de divisões e discussões, é o momento de permanecer unidos e continuar construindo com base na comunidade que já temos”, afirmou durante uma coletiva de imprensa conjunta com a primeira-ministra dinamarquesa, Mette Frederiksen, segundo informações do jornal 'Sermitsiaq'.

Nesse sentido, lamentou a pressão atual exercida pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e apontou que suas contínuas ameaças à ilha ártica são “inaceitáveis”. “Estamos enfrentando uma crise geopolítica”, expressou, ao mesmo tempo em que enfatizou que o território “não está à venda”. “A Groenlândia espera que o diálogo flua com respeito e sempre levando em consideração a posição constitucional da Groenlândia, bem como o Direito Internacional e o direito da população à autodeterminação”, sustentou. “Uma coisa que todos devem entender é que não faremos parte dos Estados Unidos. Não seremos governados por eles”, acrescentou. Nesse sentido, Nielsen destacou que o território “confia na OTAN e em seu apoio”. “O apoio da UE e da Dinamarca é crucial neste momento”, enfatizou.

Por sua vez, a primeira-ministra dinamarquesa afirmou que “o que está acontecendo não tem nada a ver com a Dinamarca”. “Trata-se de mudar as fronteiras à força, de entender que você não pode comprar outras pessoas e que os países pequenos não devem temer os maiores”, insistiu.

Sobre a reunião prevista para amanhã, explicou que o objetivo dos dinamarqueses e dos groenlandeses é “permanecer unidos”. “Vamos juntos. Vamos permanecer juntos. E assim, enviaremos a nossa mensagem de que a Gronelândia não está à venda”, acrescentou. “A OTAN deve proteger a Gronelândia como qualquer outro território da Aliança”, afirmou.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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