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MADRID 6 jul. (EUROPA PRESS) -
O primeiro-ministro da Eslováquia, Robert Fico, criticou nesta segunda-feira o fato de a União Europeia não ter “vontade suficiente” para resolver a guerra na Ucrânia, questionando que a UE continue aderindo a uma agenda de “paz pela força”, em relação à qual ele se mostrou cético.
Em entrevista ao jornal eslovaco “Standart” antes da cúpula da OTAN em Ancara, capital da Turquia, Fico defendeu “iniciar um diálogo normal” tanto com a Ucrânia quanto com a Rússia e ressaltou que, no seio da UE, ele é o único líder que mantém uma relação com o presidente russo, Vladimir Putin.
Dessa forma, ele denunciou que não percebe na UE “vontade suficiente para buscar a solução do conflito bélico” e criticou o fato de a União seguir a teoria da “paz pela força”. “Na qual não acredito. Esta guerra não tem solução militar”, afirmou.
Nessa mesma entrevista, o líder da Europa Central atacou a figura da Alta Representante para a Política Externa, Kaja Kallas, sobre quem afirmou que “não tem capacidade para liderar o diálogo de que a União Europeia precisa hoje”, ressaltando, de qualquer forma, que ela não conta com o apoio dos 27.
“É necessário o apoio dos Estados-membros. E, neste momento, esse apoio não existe”, disse ele, lamentando que seja hora de contar com “um político forte de um Estado importante como Alta Representante”, após citar a ex-chanceler alemã Angela Merkel ou o ex-presidente francês Nicolas Sarkozy como exemplos dessas figuras.
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