Publicado 06/07/2026 07:02

O primeiro-ministro da Eslováquia critica o fato de a UE não ter “vontade” de resolver a guerra na Ucrânia

GODOLLO, 24 de junho de 2026  -- O primeiro-ministro eslovaco Robert Fico participa de uma coletiva de imprensa conjunta após uma cúpula realizada em Godollo, na Hungria, em 23 de junho de 2026. Os líderes dos países do Grupo de Visegrado (V4) se comprome
Europa Press/Contacto/David Balogh

MADRID 6 jul. (EUROPA PRESS) -

O primeiro-ministro da Eslováquia, Robert Fico, criticou nesta segunda-feira o fato de a União Europeia não ter “vontade suficiente” para resolver a guerra na Ucrânia, questionando que a UE continue aderindo a uma agenda de “paz pela força”, em relação à qual ele se mostrou cético.

Em entrevista ao jornal eslovaco “Standart” antes da cúpula da OTAN em Ancara, capital da Turquia, Fico defendeu “iniciar um diálogo normal” tanto com a Ucrânia quanto com a Rússia e ressaltou que, no seio da UE, ele é o único líder que mantém uma relação com o presidente russo, Vladimir Putin.

Dessa forma, ele denunciou que não percebe na UE “vontade suficiente para buscar a solução do conflito bélico” e criticou o fato de a União seguir a teoria da “paz pela força”. “Na qual não acredito. Esta guerra não tem solução militar”, afirmou.

Nessa mesma entrevista, o líder da Europa Central atacou a figura da Alta Representante para a Política Externa, Kaja Kallas, sobre quem afirmou que “não tem capacidade para liderar o diálogo de que a União Europeia precisa hoje”, ressaltando, de qualquer forma, que ela não conta com o apoio dos 27.

“É necessário o apoio dos Estados-membros. E, neste momento, esse apoio não existe”, disse ele, lamentando que seja hora de contar com “um político forte de um Estado importante como Alta Representante”, após citar a ex-chanceler alemã Angela Merkel ou o ex-presidente francês Nicolas Sarkozy como exemplos dessas figuras.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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