Publicado 05/01/2026 14:05

O primeiro-ministro da Dinamarca prevê o fim da OTAN se os EUA atacarem a Groenlândia

Archivo - Arquivo - A primeira ministra da Dinamarca, Mette Frederiksen.
Alessandra Carli/LPS via ZUMA Pr / DPA - Arquivo

MADRID 5 jan. (EUROPA PRESS) -

A primeira-ministra da Dinamarca, Mette Frederiksen, disse na segunda-feira que se os Estados Unidos atacarem a Groenlândia "tudo acabará", inclusive a OTAN e "o mecanismo de segurança que existe na Europa desde o fim da Segunda Guerra Mundial".

Ao enfatizar a importância de as palavras do presidente dos EUA, Donald Trump, "serem levadas a sério quando ele diz que quer tomar a Groenlândia", Frederiksen alertou sobre o perigo de um país da OTAN atacar outro membro da OTAN.

"Estou fazendo tudo o que posso para garantir que isso não aconteça. Acredito na democracia e nas regras internacionais, e também acredito que não se pode simplesmente mudar as fronteiras", disse ele à emissora dinamarquesa TV2.

Nesse sentido, ele enfatizou que Copenhague "não aceitará essa situação" e disse que Trump "não deve ameaçar a Dinamarca". "Não vamos tolerar uma situação em que a Groenlândia seja ameaçada dessa maneira", disse ele, esclarecendo que a ilha "não quer fazer parte dos Estados Unidos".

"Eles querem ser groenlandeses, não americanos. Temos a expectativa de que todos, inclusive nossos aliados, respeitem as fronteiras nacionais existentes", disse ele.

O presidente dos EUA, Donald Trump, voltou a insistir que os EUA precisam anexar a Groenlândia por uma questão de "segurança nacional". "E a União Europeia precisa que nós a tenhamos, e eles sabem disso", acrescentou.

As autoridades da Dinamarca e da Groenlândia pediram o fim das ameaças dos EUA, alegando que Copenhague é um aliado historicamente próximo de Washington e que a ilha ártica "não está à venda".

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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