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MADRID 20 ago. (EUROPA PRESS) -
O primeiro-ministro da Austrália, Anthony Albanese, minimizou nesta quarta-feira a importância das críticas feitas no dia anterior por seu colega israelense, Benjamin Netanyahu, e disse que não levou os comentários "para o lado pessoal".
"Eu lido com as pessoas diplomaticamente, ele (Netanyahu) já disse coisas semelhantes sobre outros líderes", disse Albanese, depois que Netanyahu o acusou de "abandonar os judeus" e "trair Israel" ao impedir a entrada de políticos de direita no país e defender o reconhecimento do Estado da Palestina em setembro.
Com relação a isso, ele esclareceu que Netanyahu foi informado da decisão da Austrália no devido tempo. "Quando chegou a hora, informei Netanyahu de minha posição e da posição da Austrália", explicou, ao mesmo tempo em que afirmou que lhe deu "a oportunidade de propor uma solução política".
O ministro australiano de Assuntos Internos, Tony Burke, lembrou que o primeiro-ministro israelense já criticou outros países por apoiarem a causa palestina. "A força não é medida pelo número de pessoas que você pode matar ou pelo número de crianças que você pode matar de fome", disse ele, de acordo com a rede de televisão ABC.
"A força é mais bem medida pelas ações de Albanese, sabendo que é uma decisão que não agradará a Israel", ressaltou, embora tenha enfatizado que o próprio Netanyahu teve a oportunidade de "mostrar suas objeções pessoalmente".
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