Europa Press/Contacto/Kristian Tuxen Ladegaard Ber
MADRID 7 out. (EUROPA PRESS) -
O ex-primeiro-ministro francês Édouard Philippe, o primeiro a ocupar o cargo após a chegada do presidente Emmanuel Macron ao Eliseu, propôs nesta terça-feira como solução para a atual crise política a nomeação de um Executivo capaz de avançar com os orçamentos e a consequente convocação de eleições presidenciais antecipadas.
Philippe teme "o colapso do Estado" e, em uma entrevista à RTL, apontou o dedo para Macron, com uma série de críticas que remontam à nomeação, em janeiro de 2024, de Gabriel Attal como primeiro-ministro, uma "escolha curiosa" em sua opinião. Agora cabe ao presidente "encontrar a solução".
De acordo com o líder do partido Horizontes e potencial candidato à presidência, Macron deve agora nomear um primeiro-ministro capaz de "administrar os assuntos cotidianos e elaborar o orçamento". Assim que as contas forem aprovadas, ele deverá convocar eleições presidenciais antecipadas, "uma decisão digna do cargo", nas palavras de Philippe.
A renúncia de Sébastian Lecornu como primeiro-ministro na segunda-feira, apenas 14 horas depois de revelar a composição de seu gabinete, abriu uma nova crise na França. Macron deu a ele mais 48 horas, até a noite de quarta-feira, para que se engajasse em uma última tentativa de negociação.
O chefe de Estado sempre defendeu que usará seu atual mandato até 2027 e até mesmo descartou a dissolução da Assembleia Nacional, apesar dos repetidos pedidos de grupos de oposição e das crescentes críticas de partidos que teoricamente o apoiavam, como os republicanos.
O ex-primeiro-ministro Attal também rompeu com a linha pró-governo em uma entrevista à TF1 na segunda-feira. "Como muitos franceses, não entendo mais as decisões do presidente", declarou ele, enquanto na terça-feira, em outras declarações à France Inter, ele defendeu uma "mudança de método".
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