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MADRID 12 maio (EUROPA PRESS) -
A até então ministra da Descentralização, Fé e Comunidades, Miatta Fahnbulleh, apresentou nesta terça-feira sua renúncia, tornando-se a primeira integrante do governo britânico a deixar o cargo em meio às pressões internas contra o primeiro-ministro, Keir Starmer, para que renuncie após o desastre sofrido nas eleições locais da última quinta-feira.
“Esta manhã enviei minha carta de demissão ao primeiro-ministro. Exorto o primeiro-ministro a fazer o que é certo pelo bem do país e do partido, e a estabelecer um cronograma para uma transição ordenada”, afirmou em uma mensagem nas redes sociais, na qual publicou sua carta de demissão.
Nela, Fahnbulleh reivindica o “privilégio” de ter desempenhado um papel em um governo que “trabalha arduamente em todos os níveis para alcançar a mudança de que o país precisa” e destaca seu trabalho, primeiro como secretária de Estado de Consumidores de Energia e, posteriormente, à frente da Descentralização, Fé e Comunidades.
“Embora tenham sido alcançados avanços, não agimos com a visão, a rapidez e a ambição que nosso mandato de mudança exige. Também não governamos como um Partido Trabalhista claro em seus valores e firme em suas convicções”, lamentou, ressaltando que o governo de Starmer cometeu “erros”, como cortes nos serviços sociais.
“A mensagem nas portas das casas foi clara: o senhor, primeiro-ministro, perdeu a confiança e a credibilidade do público”, enfatizou ela, insistindo que o Reino Unido enfrenta “enormes desafios” e que a população clama “em voz alta pela magnitude da mudança que isso exige”.
Por tudo isso, Fahnbulleh resume que tanto o público quanto ela não acreditam que Starmer possa liderar a mudança e pede que ele planeje sua saída. “Exorto-o a fazer o que é certo pelo país e pelo partido, e a estabelecer um cronograma para uma transição ordenada, de modo que uma nova equipe possa oferecer a mudança que prometemos ao país”, exigiu.
Este passo, o primeiro de um membro do gabinete de Starmer, ocorre depois que mais de 70 deputados trabalhistas, nas últimas horas, elevaram o tom contra Starmer e exigiram sua renúncia como líder do Partido Trabalhista e primeiro-ministro britânico.
A última crise interna surge após o colapso nas eleições locais, nas quais o partido de extrema direita Reform, liderado por Nigel Farage, ganhou terreno, enquanto, por enquanto, Starmer descartou a possibilidade de renunciar, alegando que tal medida apenas aprofundaria o “caos” político no país.
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