Publicado 17/03/2026 16:52

A primeira-ministra do Peru renuncia na véspera da votação de confiança do governo no Congresso

LIMA, 19 de fevereiro de 2026  -- José Balcazar discursa após tomar posse como presidente do Peru no Congresso da República do Peru, em Lima, Peru, em 18 de fevereiro de 2026.   O Congresso do Peru elegeu na quarta-feira o deputado José Balcazar como seu
Zhu Yubo / Xinhua News / ContactoPhoto

MADRID 17 mar. (EUROPA PRESS) -

A primeira-ministra do Peru, Denisse Miralles, apresentou nesta terça-feira sua renúncia ao cargo, apenas um dia antes da data prevista para que o gabinete interino compareça ao Congresso para solicitar voto de confiança, enquanto ela está sendo investigada juntamente com outros quatro ministros devido a diversas irregularidades.

Miralles comunicou, em carta ao presidente, José Balcázar, sua “renúncia irrevogável” ao cargo, uma decisão tomada “em atendimento ao pedido” da Presidência peruana nesta mesma terça-feira.

A ex-ministra da Economia agradeceu ao presidente peruano “pela confiança depositada” nela quando foi nomeada para presidir o Conselho de Ministros no último dia 24 de fevereiro e assegurou na carta que continuará “colocando (suas) capacidades e experiência a serviço do Estado onde for necessário e mais útil para o Peru, com a mesma dedicação e vocação de serviço que guiaram (sua) trajetória profissional".

A Presidência peruana manifestou nas redes sociais seu agradecimento a Miralles pelos “serviços prestados” ao país “em um contexto importante”, uma vez que Balcázar tomou posse após uma moção de censura ter derrubado seu antecessor, José Jerí, em mais um episódio de instabilidade política e institucional no Peru. Na mesma mensagem, indicou que “deseja-lhe sucesso em sua carreira profissional e em seus futuros desafios”.

A renúncia de Miralles ocorre depois que alguns grupos parlamentares, como Avanza País e Renovación Popular, anunciaram que votarão contra o Conselho de Ministros, conforme informam o jornal ‘La República’ e a emissora RPP.

Vale lembrar que, além da agora ex-ministra, os titulares das pastas de Justiça, Habitação, Interior e Educação estão sendo investigados devido a diversas irregularidades, que vão desde falsificação e conluio agravado até genocídio, conforme informou a imprensa peruana. No caso de Miralles, por supostos crimes ambientais cometidos quando ele estava à frente de uma agência de investimentos.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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