Johannes Neudecker/dpa - Arquivo
MADRID 19 jan. (EUROPA PRESS) - A primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi, confirmou nesta segunda-feira que pretende dissolver o Parlamento nesta sexta-feira para convocar eleições antecipadas, numa tentativa de reforçar o seu mandato e aumentar o apoio de que dispõe na Dieta japonesa.
O anúncio vem alguns dias depois que o Partido Liberal Democrático (PLD) confirmou os planos da governante, que explicou que a Câmara será dissolvida no dia 23, data em que será retomada a sessão parlamentar, segundo informações coletadas pela agência de notícias Kiodo.
Takaichi tornou-se a primeira mulher a ocupar a chefia do governo japonês e a quinta primeira-ministra japonesa em cinco anos. Desde que assumiu o cargo, ela tem enfrentado sérias dificuldades para aprovar os orçamentos. A política ultraconservadora foi nomeada primeira-ministra em outubro e seu gabinete goza de alta popularidade nas pesquisas, apesar do escasso apoio ao seu partido, que governa o Japão quase ininterruptamente há décadas, embora com frequentes mudanças de liderança.
A antecipação das eleições visa consolidar o poder da coalizão, tendo em conta que o PLD e os seus aliados contam agora com uma maioria mínima na Câmara Baixa, sustentada pelo apoio de três legisladores independentes, enquanto continuam em minoria na Câmara Alta. Já estão em cima da mesa várias datas para a realização das eleições, que, ao que tudo indica, poderão ter lugar a 8 ou 15 de fevereiro.
Além disso, Takaichi buscará capitalizar sua popularidade — que gira em torno de 70% — para contar com um apoio reforçado após a derrota de seu partido nas eleições lideradas pelo ex-primeiro-ministro Shigeru Ishiba.
Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático