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MADRID, 30 ago. (EUROPA PRESS) -
A primeira-ministra da Islândia, Kristrún Frostadóttir, confirmou neste domingo que a adesão à União Europeia é um assunto que, para ela, ficou definitivamente arquivado após a rejeição manifestada por seus concidadãos no referendo deste sábado.
“Está bastante claro que essa questão não avançará sob este governo”, afirmou ela em sua primeira coletiva de imprensa após o resultado da votação, considerando que sua decisão final é fruto do “curso natural dos acontecimentos”.
Em meio a uma altíssima participação de 82,5% — a maior desde as eleições parlamentares de 2009 —, o “Não” prevaleceu com 52,8% (118.040 votos), cinco pontos percentuais à frente dos defensores da retomada das negociações com Bruxelas (47,2%, 105.399 votos), de acordo com os resultados definitivos do referendo.
A Islândia iniciou as negociações em 2010, mas as suspendeu três anos depois, precisamente, entre outros fatores, devido ao atrito sobre as implicações na política comum de pesca. A vitória do “Não” significa que o eleitorado não confiou nas promessas da primeira-ministra e, sobretudo, do ministro liberal da Economia, Dadi Már Kristófersson — impulsionador do referendo —, de proteger seu setor pesqueiro, que representa 40% da economia do país.
O próximo passo será decidir se o governo islandês enviará a Bruxelas um pedido formal para ratificar o encerramento das negociações. “Discutiremos com a comissão parlamentar de Relações Exteriores sobre a melhor maneira de encerrar este capítulo. Não temos intenção de tomar nenhuma decisão definitiva a esse respeito”, afirmou.
Por enquanto, a primeira-ministra afirma ter trocado mensagens com Antonio Costa, presidente do Conselho Europeu, e destacou que Bruxelas, independentemente do resultado do plebiscito, está ciente de seu desejo de “manter uma relação sólida”.
Seja como for, “estamos satisfeitos com um referendo maravilhoso”, elogiou a primeira-ministra sobre uma votação que, independentemente do resultado, contou com uma participação extraordinária e “elevou o nível do debate”.
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