Europa Press/Contacto/Cristobal Basaure Araya
MADRID 27 mar. (EUROPA PRESS) -
A primeira manifestação contra o novo governo do Chile, liderada pelo conservador José Antonio Kast, resultou na prisão de 14 pessoas, após confrontos violentos entre estudantes e a polícia em protestos que causaram transtornos no transporte público da capital, Santiago do Chile.
Segundo informaram as autoridades chilenas, “um grupo de indivíduos encapuzados” atirou “objetos contundentes” contra os Carabineiros de Controle de Ordem Pública em um cruzamento no centro da cidade, o que colocou em risco a “integridade dos transeuntes”. Após um segundo confronto com os policiais, a força policial entrou em ação para “repelir os manifestantes violentos”, chegando a utilizar um caminhão-bomba d'água contra os manifestantes, informa o jornal “La Tercera”.
A esse grupo são atribuídos outros incidentes, como o lançamento de barreiras de segurança, a instalação de barricadas e a vandalização da instalação de uma estátua na Praça Baquedano, ponto de encontro habitual em Santiago do Chile e palco dos protestos sociais em massa do final de 2019.
“Faço um apelo a todos os jovens, a todas as pessoas diretamente afetadas por isso: não prejudicemos ainda mais a pátria do que ela já está. Se alguém quiser manifestar seu descontentamento, que não use o transporte público, sobretudo o metrô, para se manifestar”, afirmou Kast, que instou para que os protestos não “prejudiquem outros compatriotas que precisam desse transporte”. A manifestação obrigou ao fechamento de estações de metrô e ao desvio do tráfego.
Por sua vez, o subsecretário do Interior, Máximo Pavez, responsável pelo dispositivo de segurança, instou para que os protestos sejam realizados de forma pacífica e sem causar danos e perturbações públicas. “O governo não deve avaliar a motivação política das marchas ou das convocações, mas sim garantir a tranquilidade dos chilenos”, indicou ele, para ressaltar que a liberdade de expressão “é bem-vinda”, “desde que seja exercida respeitando a propriedade pública e privada”.
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