Publicado 26/04/2026 05:06

Prieto afirma que o alerta antiterrorista será reforçado durante a visita do Papa a Barcelona

Nega negligência por parte do Governo na gestão da crise da Rodalies

O delegado do governo da Catalunha, Carlos Prieto, presta declarações à imprensa após uma reunião do Corpo Consular na Delegação do Governo para discutir a regularização de migrantes, em 21 de abril de 2026, em Barcelona, Catalunha (Espanha).
David Zorrakino - Europa Press

BARCELONA, 26 abr. (EUROPA PRESS) -

O delegado do Governo na Catalunha, Carlos Prieto, afirmou que a visita do Papa Leão XIV a Barcelona em junho exigirá o reforço do alerta antiterrorista: “Atualmente, estamos no nível 4, que é o máximo antes do 5. Às vezes, há um alerta 4 reforçado, como será, evidentemente, durante a visita do Papa”.

Ele fez essa declaração em uma entrevista ao 'El Periódico de Catalunya', divulgada pela Europa Press neste domingo, na qual indica que haverá medidas não apenas no âmbito antiterrorista, mas também para garantir sua segurança durante toda a visita à Espanha, que terá vários dias de duração, será muito complexa e contará com uma agenda intensa, com muitos eventos.

Sobre o dispositivo de segurança, Prieto indica que há muito tempo se vem trabalhando nisso: “Todas as terças-feiras tenho uma videoconferência com vários ministérios: Presidência, Interior, Relações Exteriores e a Secretaria de Estado de Comunicação. Há também outra comissão técnica e outra institucional que está prestes a ser convocada e que será presidida por Salvador Illa. A segurança do Papa é um elemento muito delicado e estará plenamente garantida”.

NEGLIGÊNCIA NAS FUNÇÕES DA RODALIES

Questionado se houve negligência por parte do Governo diante das falhas da Rodalies, Prieto considera que houve por parte do PP, por não ter investido nem um único euro na rede ferroviária catalã em oito anos: “Nós estamos fazendo isso, nunca se havia investido tanto. E com esses 8 bilhões vamos colocá-la em dia. Não será imediato, mas muitos avanços estão sendo feitos”.

Nesse sentido, ele defende o ministro dos Transportes, Óscar Puente, ao considerar que um ministério é muito mais do que um ministro, embora indique que Puente esteve absolutamente a par de tudo e em conversas permanentes com o presidente da Generalitat e a secretária de Estado do Território, Sílvia Paneque.

“Estamos agindo com determinação. Não é hora de procurar culpados, é hora de procurar soluções”, considera o delegado do Governo.

CONSÓRCIO DE INVESTIMENTOS

Prieto também reconhece que a criação do consórcio de investimentos, que será votada esta semana no Congresso, pode ajudar a acelerar a liquidação de obras públicas e é um acordo em que o Governo admite que é positivo que o executivo mais próximo da cidadania possa decidir se o conjunto do desenvolvimento das obras públicas está indo bem ou mal, e possa acelerar sua execução quando necessário.

Por fim, quanto à arrecadação do IRPF pela Catalunha no âmbito do acordo entre o PSC e o ERC, Prieto afirma que o Governo e a Generalitat estão discutindo essa questão: “É preciso dar tempo para que cheguem a um acordo satisfatório para todas as partes”.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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