PALMA 15 mar. (EUROPA PRESS) - A Polícia Nacional deteve em Palma um homem por supostamente ter aplicado um golpe de mais de um milhão de euros com recibos e faturas falsas.
Conforme informado pela polícia em comunicado à imprensa, a investigação foi conduzida pelo Grupo de Crimes Econômicos da Polícia Nacional, após denúncia apresentada pelo responsável de uma instituição bancária, que informou que, desde maio de 2025, haviam sido observadas discrepâncias financeiras de valores consideráveis na cobrança de faturas.
Segundo o responsável pela instituição bancária, constatou-se que vários de seus clientes, em um curto intervalo de tempo, haviam aberto contas bancárias, contratando em todas elas os serviços de emissão, execução e gestão de recibos domiciliados. Assim que os supostos clientes abriam as contas bancárias, chegavam automaticamente recibos e faturas para a cobrança. A instituição bancária ordenava a cobrança e creditava o valor emitido nas faturas. Nesse momento, os denunciados, após o recebimento das cobranças, transferiam o dinheiro para outras contas. Posteriormente, ao verificar que as faturas eram fraudulentas, a instituição solicitava a devolução dos valores pagos, mas a devolução não pôde ser efetivada porque tanto a conta ordenante do pagamento quanto a conta emissora estavam com saldo zero.
Durante a investigação, constatou-se que todas as contas bancárias abertas, bem como as empresas e sociedades, estavam em nome de cidadãos de países do Leste Europeu, como a Bulgária ou a Romênia. Após identificar os titulares das contas bancárias, verificou-se que havia um nexo comum com um cidadão paquistanês.
Este, supostamente, os recrutava e registrava empresas e sociedades em seus nomes, além de abrir contas bancárias associadas com as quais realizava a fraude econômica. Os investigadores constataram que a estrutura societária contava com mais de 40 empresas de fachada.
Uma vez confirmados os fatos, os agentes verificaram que o suposto autor, juntamente com outras pessoas, havia fraudado mais de um milhão de euros. Por fim, o cidadão paquistanês foi detido como suposto autor de um crime de fraude, falsificação de documentos e participação em organização criminosa. A investigação continua em andamento e não se descartam novas detenções.
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