Publicado 19/12/2025 13:24

Presidente veta reforma da lei de nacionalidade após declaração de inconstitucionalidade

Archivo - El presidente de Portugal, Marcelo Rebelo de Sousa
PRESIDENCIA DE PORTUGAL - Arquivo

MADRID 19 dez. (EUROPA PRESS) -

O presidente de Portugal, Marcelo Rebelo de Sousa, anunciou nesta sexta-feira que vetou as disposições da lei da nacionalidade e as emendas ao Código Penal que abriam a porta para a perda da cidadania no país europeu, depois que o Tribunal Constitucional as declarou inconstitucionais após receber a aprovação do Parlamento português.

"Na sequência da decisão do Tribunal Constitucional, que declarou inconstitucionais certas disposições da legislação sujeita a controle preventivo de constitucionalidade, (Rebelo de Sousa) devolveu-as à Assembleia, sem as promulgar", diz um comunicado publicado pela Presidência portuguesa.

Em uma carta enviada ao presidente da Assembleia Nacional, José Pedro Aguiar-Branco, o chefe de Estado explicou que decidiu devolver as disposições ao órgão que as aprovou devido à decisão do referido tribunal, de acordo com o disposto no artigo 279 da Constituição.

O texto proposto para emendar o Código Penal estipulava que a perda da nacionalidade poderia ser aplicada a qualquer pessoa que, sendo nacional de outro Estado, fosse condenada a uma pena de prisão efetiva de quatro anos ou mais dentro de dez anos após ter adquirido essa cidadania.

Quanto à revisão da lei da nacionalidade, ela inclui a extensão dos prazos para que os estrangeiros que residem legalmente em Portugal adquiram a nacionalidade portuguesa e a restrição da concessão aos nascidos em Portugal, segundo a agência de notícias Lusa.

Na segunda-feira, o Tribunal Constitucional decidiu por unanimidade a favor de três das quatro disposições, enquanto a quarta recebeu apenas um voto contrário. A lei da nacionalidade e as alterações ao Código Penal - propostas pelo governo conservador de Luís Montenegro - foram aprovadas no final de outubro com 157 votos a favor (com o apoio dos partidos de extrema-direita e liberais) e 64 contra.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

Contenido patrocinado