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MADRID 5 fev. (EUROPA PRESS) - O presidente de Portugal, Marcelo Rebelo de Sousa, afirmou nesta quinta-feira que alguns municípios afetados pela tempestade “Leonardo” poderiam adiar a votação prevista para este domingo do segundo turno das eleições presidenciais, mas mesmo assim apelou ao voto para aqueles que podem exercê-lo e onde as condições o permitirem.
Assim, explicou que a decisão dependerá das autoridades locais e que os eleitores, tal como estabelece a lei, podem votar mais tarde se não houver condições adequadas em caso de calamidade. “É permitido que as eleições sejam oito ou sete dias depois”, afirmou, em declarações à RTP.
Rebelo de Sousa visitou a localidade alentejana de Alcácer do Sal, que desde quarta-feira da semana passada se encontra inundada. “Nestas circunstâncias, não, mas noutros pontos do país, onde possa ter chovido, ou chova, mas haja condições para votar, (...) faço um breve apelo ao voto”, apelou.
O mau tempo em Portugal, primeiro com a tempestade "Kristin" e agora com a tempestade "Leonardo", já deixou pelo menos oito mortos e quase meio milhão de pessoas afetadas. Cerca de 80.000 lares portugueses continuam sem energia elétrica, enquanto alguns municípios estão inundados há dias. O governo ampliou o estado de calamidade, em meio a críticas pela lentidão da resposta.
Em meio a tudo isso, os portugueses têm um compromisso neste domingo com as urnas para eleger, no segundo turno, o novo presidente do país. O socialista António José Seguro parte com uma clara vantagem, segundo as pesquisas, que o colocam com 67% dos votos, à frente do ultradireitista André Ventura, com 32%.
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