Publicado 29/04/2026 12:48

O presidente libanês pede a Israel que cumpra “integralmente” o cessar-fogo e espera que os EUA marquem uma nova rodada de negociaçõ

Cerca de 2.580 mortos e 7.800 feridos nos ataques de Israel contra o Líbano desde 2 de março

O presidente libanês, Joseph Aoun, em um evento em Beirute
PRESIDENCIA DE LÍBANO EN X

MADRID, 29 abr. (EUROPA PRESS) -

O presidente libanês, Joseph Aoun, insistiu nesta quarta-feira que Israel deve aplicar “integralmente” o cessar-fogo antes de prosseguir com as negociações e, nesse sentido, destacou que está apenas aguardando que os Estados Unidos marquem uma data para o que seria a terceira rodada de conversações entre os dois países, desde o início do processo diplomático para pôr fim à última ofensiva ocorrida em 2 de março.

“Israel deve compreender de uma vez por todas que o único caminho para a segurança passa pelas negociações, mas primeiro deve aplicar plenamente o cessar-fogo antes de avançar para as negociações (...) Agora estamos à espera que os Estados Unidos marquem uma data para iniciar as negociações”, declarou durante um evento perante uma delegação de entidades econômicas.

O presidente libanês destacou que a “questão” está “agora nas mãos” de seu homólogo norte-americano, Donald Trump, “que tem grande interesse pelo país”. “Durante nossa conversa por telefone, ele falou muito bem do Líbano e de seu povo, e esta é uma oportunidade que devemos aproveitar para conduzir nosso país rumo à segurança e à paz”, enfatizou, referindo-se à ligação que ambos mantiveram no último dia 16 de abril.

Aoun defendeu que as autoridades libanesas estão fazendo “todo o possível para alcançar uma solução para a situação atual, uma que evite a violência e o derramamento de sangue”, bem como para “mitigar” os efeitos dos ataques do Exército israelense contra seu território, apesar das “inúmeras dificuldades” que Beirute enfrenta.

“Mantemos contatos intensivos com esse objetivo, já que os ataques israelenses não podem continuar incessantemente após a declaração do cessar-fogo”, afirmou antes de reiterar que “a única forma de proteger as fronteiras é a presença do Estado libanês, com toda a sua força, em todo o sul do país, até as fronteiras internacionais”, em alusão ao desarmamento do partido-milícia xiita Hezbollah.

Por outro lado, o presidente Aoun respondeu às críticas sobre a “liberdade” concedida a Israel para atacar o território libanês, esclarecendo que ela está contida em uma “declaração, não um acordo”, divulgada por Washington. "É o mesmo texto adotado em novembro de 2024, que foi acordado por todas as partes naquele momento. É uma declaração, não um acordo, já que um acordo é alcançado após a conclusão das negociações", afirmou sobre o documento que deu origem à trégua em 16 de abril passado e prorrogada por mais três semanas.

O Ministério da Saúde libanês informou nesta quarta-feira que 2.576 pessoas morreram e 7.962 ficaram feridas em ataques do Exército israelense desde o dia 2 de março, depois que o Hezbollah lançou mísseis contra Israel em resposta à morte do então líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, na ofensiva dos Estados Unidos e de Israel contra Teerã.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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