PRESIDENCIA DE LÍBANO EN X
MADRID 4 maio (EUROPA PRESS) -
O presidente do Líbano, Joseph Aoun, condicionou nesta segunda-feira qualquer reunião com o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, à conclusão de um “acordo de segurança e à cessação dos ataques” por parte deste país, que em dois meses causaram cerca de 2.700 mortos, apesar do cessar-fogo em vigor, embora tenha apontado para um terceiro encontro entre delegações dos dois países, mediado pelos Estados Unidos, para pôr fim aos confrontos entre o Exército israelense e o partido-milícia xiita Hezbollah.
“Este não é o momento adequado para uma reunião com o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu (...). Primeiro, devemos chegar a um acordo de segurança e interromper os ataques israelenses antes de levantar a questão de uma reunião entre nós”, declarou durante um encontro com uma delegação do partido Forças Libanesas (FL), uma das principais formações políticas de oposição ao Hezbollah.
O presidente afirmou que “estão previstas conversas preparatórias com a embaixadora do Líbano em Washington (Nada Hamadé Moauad) nos próximos dias”. “Trata-se da terceira reunião que abrirá caminho para o início das negociações (com Israel), que contam com o apoio dos Estados Unidos. Isso representa uma conquista importante para o Líbano", destacou, antes de reiterar que seu país "conta com o interesse pessoal" de (...) Donald Trump. "É uma grande oportunidade para o Líbano que devemos aproveitar", afirmou.
Aoun garantiu que as autoridades libanesas estão “dispostas a acelerar o ritmo das negociações na medida em que os Estados Unidos o fizerem” e, embora tenha defendido que “não há volta a dar” nesse sentido, lembrou que “qualquer” negociação com Israel deve partir da “retirada” de suas forças dos territórios libaneses ocupados, bem como da “repatriação dos prisioneiros, direitos que o Líbano reivindica há anos”.
No entanto, o presidente libanês afirmou que “não temos outra opção” a não ser manter o diálogo com as autoridades do país vizinho, uma vez que isso “beneficia todos os libaneses, sem exceção”. “Todos os libaneses estão cansados das guerras e de suas consequências catastróficas”, acrescentou, fazendo um apelo à unidade nacional diante da atual situação “delicada” que o Líbano enfrenta. “O mais importante que os partidos e as correntes libanesas podem fazer é cerrar fileiras em torno do Exército, das instituições de segurança e das instituições do Estado, que constituem a base da existência da pátria”, considerou.
Nesta mesma segunda-feira, o secretário-geral do Hezbollah, Naim Qaser, criticou que o processo de negociações iniciado com Israel constitui uma “concessão gratuita” em favor de Netanyahu, mas também de Trump, e lembrou que as forças israelenses violaram o acordo de cessar-fogo alcançado em novembro de 2024.
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