MADRID, 5 abr. (EUROPA PRESS) -
O presidente do Líbano, Joseph Aoun, respondeu neste domingo às ameaças de guerra civil lançadas pelo partido-milícia Hezbollah, alegando que “é melhor mil inimigos lá fora do que um dentro”.
“Ninguém quer discórdia, porque os libaneses estão cansados das guerras. Mil inimigos fora são melhores do que um dentro”, afirmou Aoun em seu primeiro discurso ao vivo à nação desde o início, em 2 de março, da última ofensiva militar israelense contra o país.
O presidente ressaltou que sua máxima prioridade é “manter a paz civil” e alertou, assim, que qualquer ameaça à estabilidade interna constitui “uma linha vermelha”. “Quem tentar colocar em risco a paz civil está fazendo um favor a Israel”, sinalizou.
Assim, ele se referiu às advertências de alguns membros do Hezbollah sobre uma possível guerra civil caso sejam iniciadas negociações com Israel em meio ao conflito. “Alguns perguntam sobre as negociações: o que ganharemos negociando? Eu respondo: o que vocês ganharam com a guerra? Por que não negociar para deter essas tragédias e salvar o que resta dos lares que ainda não foram destruídos? Negociar não é capitular, a diplomacia não é submissão. Nossos esforços continuam para pôr fim aos massacres e à destruição”, argumentou.
De qualquer forma, ele destacou que “não existe um risco iminente de guerra civil”, pois acredita que “a população continua ciente dos perigos de uma escalada interna”.
Quanto a Israel, ele apelou para que se evite que o sul do Líbano se transforme em “uma nova Gaza”. “É verdade que Israel poderia querer fazer com o sul do Líbano o que fez com Gaza. O enclave palestino foi destruído, houve mais de 70 mil mortos e depois eles tiveram que negociar”, observou.
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