MADRID 24 maio (EUROPA PRESS) -
O presidente israelense, Isaac Herzog, alertou neste domingo que há um processo de “brutalização” e violência, referindo-se aos abusos cometidos por “multidões” de colonos judeus contra palestinos na Cisjordânia.
“Não podemos tolerar essa brutalização que surge de uma parte da nossa sociedade e que nos ameaça a todos”, afirmou Herzog durante a cerimônia de entrega do Prêmio Unidade de Jerusalém, em referência à violência dos colonos.
Herzog alertou que esses setores da sociedade “normalizaram a violência” e que há até mesmo “quem vai além e chega a celebrá-la, sentindo-se orgulhoso dela”.
“Somos testemunhas de atos brutais de um punhado de pessoas que acreditam que os detidos, aqueles que estão sendo interrogados, os suspeitos, não têm nenhum direito humano. 'Amado é o ser humano, criado à imagem de Deus'", argumentou ele, citando uma frase da Torá, o livro sagrado judaico.
Herzog afirmou que os militares enviados à Cisjordânia para "combater o terrorismo" há dias em que são obrigados a dedicar todo o seu tempo a "criminosos anarquistas". “Há violência contra os cristãos. É proibido causar danos a membros de outras religiões”, reforçou.
Em resposta, o ministro da Segurança Nacional e líder do partido de extrema direita Poder Judaico, Itamar Ben Gvir, advertiu que essa postura faz com que Herzog “não seja digno de ser presidente”.
“Um presidente de um país que chama centenas de milhares de cidadãos do Estado de Israel de bestas não é digno de ser presidente. Ponto final”, publicou Ben Gvir nas redes sociais.
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