MADRID 27 fev. (EUROPA PRESS) -
O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, declarou que seu governo não rejeita o diálogo de imediato e está disposto a negociar, mas deixou claro que não cederá aos "valentões", em uma alusão às últimas medidas de pressão impostas pelos Estados Unidos.
O retorno de Donald Trump à Casa Branca significou a recuperação da estratégia de "pressão máxima" sobre Teerã, dada a suspeita de que o regime dos aiatolás esconde por trás de sua indústria atômica um plano de armamento. Washington já impôs uma série de sanções.
"Não devemos ter medo das sanções", disse Pezeshkian durante uma reunião com outras autoridades na quinta-feira, observando que há quem pense que "não há alternativa" à negociação. "Não dissemos que não queremos negociar, mas que não cederemos aos agressores", acrescentou, de acordo com a agência de notícias IRNA.
Ele também ressaltou que Teerã não conversará com países "que enterram mulheres e crianças em bombardeios enquanto dizem que respeitam os direitos humanos e pedem (ao Irã) para não ter mísseis e armas, para que possam atacar quando quiserem e não possam se defender".
O presidente defendeu as aspirações do Irã por uma região estável e novamente culpou Israel pela escalada das tensões, por perpetrar "agressões em todos os lugares", sabendo-se imune, "devido ao apoio dos Estados Unidos".
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