Publicado 07/07/2025 10:49

Presidente iraniano acusa Israel de tentar assassiná-lo

Presidente do Irã, Masud Pezeshkian
MEHDI BOLOURIAN / PRESIDENCIA IRÁN

MADRID 7 jul. (EUROPA PRESS) -

O presidente do Irã, Masud Pezeshkian, assegurou nesta segunda-feira que o governo israelense tentou, sem sucesso, "assassiná-lo" no contexto do conflito desencadeado entre os dois países como resultado da ofensiva aérea realizada em 13 de junho pelo exército israelense contra o território iraniano, que finalmente levou a um cessar-fogo entre as duas partes.

Quando perguntado sobre essa suposta tentativa de assassinato durante uma entrevista com o jornalista norte-americano Tucker Carlson, o líder iraniano garantiu que "sim, havia um plano", mas que era um plano "fracassado". "Não foram os Estados Unidos que estiveram por trás da tentativa de acabar com minha vida, foi o regime sionista", disse ele.

"Acredito que está nas mãos de Deus determinar se alguém vive ou morre. Se eu quisesse, poderia viver ou morrer. Mas quero enfatizar que não tenho medo de me sacrificar para defender meu país ou para salvaguardar sua soberania, liberdade e independência. Estou pronto para dar meu próprio sangue. Nenhum de nós tem medo", disse ele.

A esse respeito, ele enfatizou que estava em uma reunião quando foi alertado pela inteligência de que Israel estava "planejando bombardear" o local da reunião. "Quero dizer novamente que não temos medo da morte. Essa guerra imposta resultou em maior solidariedade e unidade por parte do povo iraniano e mostrou que nos preocupamos com a integridade e a soberania de nossa terra natal", acrescentou.

Embora não tenha especificado quando exatamente ocorreu essa suposta tentativa de assassinato, Pezeshkian sugeriu que o governo dos EUA se retirasse de uma "guerra que não é a guerra do seu país". "Essa é a guerra de (Benjamin) Netanyahu, que tem sua própria agenda pessoal", disse ele.

"Minha proposta para os Estados Unidos é que eles não se deixem levar por essa lógica", continuou, enfatizando que "o Irã pertence aos iranianos". "Nunca invadimos ninguém em 200 anos. Quando as pessoas falam sobre a morte dos Estados Unidos, elas não estão falando sobre a morte de sua população, mas sobre o engodo, o fato de que eles apoiam a instabilidade e a morte de outros", explicou.

"Você já ouviu falar de iranianos matando americanos, de qualquer ato de terrorismo desse tipo? Foi o seu presidente que criou o Estado Islâmico com base em uma imagem ruim do que é a religião muçulmana", disse ele, ao defender o fato de que os líderes supremos do país não emitiram "nenhum decreto" com uma suposta "fatwa" contra o presidente dos EUA, Donald Trump.

Ele disse que essas 'fatwas' "apenas afirmam que insultar figuras religiosas é, da perspectiva iraniana, condenável e inaceitável". "Essas estátuas refletem a opinião dessas autoridades, mas não implicam em ameaças ou assassinatos", acrescentou.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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