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MADRID 15 abr. (EUROPA PRESS) -
O vencedor das eleições e futuro primeiro-ministro da Hungria, Péter Magyar, recebeu nesta quarta-feira do presidente da Hungria, Tamás Sulyok, o mandato para formar governo após sua vitória esmagadora nas eleições deste domingo, graças à qual controlará dois terços da Assembleia Nacional.
Em sua visita ao Palácio de Sándor para uma reunião de 40 minutos, Sulyok pediu a Magyar que formasse o governo, conforme informou o líder do Tisza em declarações à imprensa após o encontro. “Agradeci o convite e, em seguida, o presidente me informou sobre a pauta da sessão da Assembleia Nacional”, afirmou em declarações divulgadas pelo jornal digital Telex.
Na reunião, o líder do Tisza pediu formalmente ao presidente que apresentasse sua renúncia para agilizar o processo. “Ele me respondeu que iria considerar”, explicou Magyar, que acrescentou que, se Sulyok não renunciar voluntariamente, “utilizará todos os recursos do novo Parlamento” para conseguir sua destituição.
“Ele não está apto a servir como guardião da legalidade. Não está apto para servir como autoridade moral ou modelo a ser seguido. Após a formação do novo governo, Tamás Sulyok deve deixar o cargo imediatamente”, afirmou Magyar em uma publicação divulgada em simultâneo à reunião.
MAGYAR PEDE QUE SE ACELERE A TRANSFERÊNCIA DE PODERES
Magyar voltou a insistir na aceleração da transferência de poderes, sinalizando sua “esperança” de formalizar seu governo antes de 12 de maio, data estipulada para a troca do Executivo, embora tenha indicado que a sessão inaugural possa ocorrer no próximo dia 4 de maio.
“Entrarei em contato com o presidente da República, e ele deve anunciar a sessão inaugural da Assembleia Nacional antes de 12 de maio”, afirmou o líder do Tisza sobre sua solicitação a Sulyok.
Em relação ao primeiro-ministro cessante, Viktor Orbán, Magyar pediu-lhe que fosse “responsável” durante os últimos dias de seu mandato, insistindo que “ele tem uma enorme responsabilidade pelo que fizer nos próximos 20 a 30 dias”, aludindo à crise econômica e ao aumento dos preços da energia.
MAGYAR PROCURA FORMAR GOVERNO CONTRA O RELÓGIO PARA OBTER OS FUNDOS EUROPEUS CONGELADOS
O próximo primeiro-ministro declarou igualmente que tentará recuperar os fundos da UE até o final de agosto. Segundo ele, a Hungria “precisa desse dinheiro” e garantirá que os fundos de Bruxelas sejam utilizados “de forma eficiente”.
Anteriormente, em entrevista à televisão estatal, ele afirmou que seu novo governo trabalhará contra o relógio para desbloquear os fundos comunitários. “No final de agosto será decidido se podemos recuperar parte dos recursos do fundo de recuperação”, explicou Magyar sobre o prazo que se propõe para obter esses fundos.
A Comissão Europeia mantém congelados cerca de 17 bilhões de euros destinados à Hungria em consequência da deriva antidemocrática do governo de Orbán e das reformas que colocaram em risco a independência judicial no país e que atentaram contra as liberdades de grupos vulneráveis.
Assim, o tempo é curto para o líder do Tisza e futuro primeiro-ministro, que reconheceu que o prazo é apertado. “Concordei com Ursula von der Leyen que o prazo para a alocação de fundos da UE é muito apertado”, explicou Magyar.
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