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MADRID 28 out. (EUROPA PRESS) -
O presidente eleito da Bolívia, Rodrigo Paz, minimizou a importância da ausência do presidente Luis Arce no próximo ato de transferência de poder marcado para 8 de novembro, mas pediu que ele não deixe o país depois dessa data porque tem "muitas explicações" para lhe dar.
"Se ele não quiser ir, não deve ir; se ele não quiser participar do processo, não importa, tudo bem, cada um tem direito à sua própria decisão, mas ele não deve sair do país", advertiu Paz em uma entrevista à Bolivisión.
"Se ele não quiser ir, deve ficar, porque vamos lhe pedir muitas explicações para certas dúvidas", insistiu o futuro presidente da Bolívia, que explicou que o período de transição não é suficiente para saber "tudo o que há ou o que falta no Estado".
Paz reiterou que Arce está "mais do que convidado" para o evento e confia que "ele mostrará sua cara", já que, como presidente cessante e ministro da Economia durante quase todo o mandato de Evo Morales, ele deve conhecer os motivos da crise atual. "Se alguém sabe por que estamos assim, é ele", disse.
"Quando estamos nas filas esperando por gasolina e diesel, quando estamos como estamos, sabemos que não foram tomadas decisões para estabilizar e reorganizar nossa economia, nossa sociedade e política", reclamou.
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