Publicado 27/04/2026 08:39

O presidente dos Ribereños critica o PP por seu "discurso pouco enérgico" e por "sacrificar a Castela-La Mancha para salvar o Levant

Archivo - Arquivo - O vice-presidente do partido Los Ribereños e prefeito de Alcocer, Borja Castro
EUROPA PRESS - Arquivo

GUADALAJARA 27 abr. (EUROPA PRESS) -

O presidente da Associação de Municípios Ribeirinhos de Entrepeñas e Buendía e prefeito de Alcocer (Guadalajara), Borja Castro, criticou a falta de “voz própria” do Partido Popular em Castela-La Mancha no debate sobre a transferência do rio Tajo para o rio Segura, afirmando que o partido age como “uma filial de Génova” com um “discurso muito tímido e traidor” em matéria de água.

Foi o que ele declarou em entrevista à Europa Press, na qual lamentou que o PP regional priorize, em sua opinião, os interesses nacionais do partido em detrimento dos da comunidade autônoma.

“Sentimos falta de que o Partido Popular em Castela-La Mancha tenha alguma voz própria. Entendemos que é uma filial de Génova que trabalha a serviço dos interesses do partido e não de Castela-La Mancha”, afirmou.

Castro foi além ao sustentar que essa posição responde a uma estratégia eleitoral. “As previsões do PP são de continuar perdendo”, assinalou, indicando que, por isso, “entregam Castela-La Mancha” e “baixam os braços” na região.

Nesse sentido, ele garantiu que “Gênova sacrifica Castela-La Mancha para salvar Múrcia, Comunidade Valenciana e Andaluzia”, comparando a situação a “um tabuleiro de xadrez” no qual se sacrifica um território com menores expectativas eleitorais.

Essas declarações ocorrem no contexto da convocação feita pelo Sindicato Central de Regantes do Aqueduto Tajo-Segura (SCRATS), que convocou nesta segunda-feira os governos da Região de Múrcia e da Comunidade Valenciana para um evento em Pilar de la Horadada, antes que o Supremo Tribunal decida sobre o recurso apresentado contra o plano hidrológico do Tejo.

Diante dessa mobilização, Castro defendeu a posição dos municípios ribeirinhos, que apostam em priorizar o desenvolvimento da bacia doadora.

Ele denunciou que a transferência de água significa “alimentar um território com os recursos de outro” e “empobrecer-lo”, insistindo na necessidade de garantir estabilidade hídrica para favorecer a economia local.

Nesse sentido, ele alertou para a volatilidade das represas de Entrepeñas e Buendía, que atualmente estão em torno de 66% de sua capacidade — mais de 1.600 hectômetros cúbicos — após um ciclo chuvoso, mas com cerca de 300 hectômetros cúbicos já comprometidos para transferências antes de junho.

“Não podemos passar de 400 para 1.600 hectômetros cúbicos; ninguém vai investir em uma região sem estabilidade”, afirmou.

O prefeito de Alcocer também destacou que a situação atual impulsionou o turismo e a hotelaria na região, com altos níveis de ocupação, embora tenha insistido que essa bonança é “temporária” se as regras de exploração da transferência não forem modificadas.

Além disso, ele lembrou que existem várias sentenças do Supremo Tribunal favoráveis a Castela-La Mancha em relação aos caudais ecológicos e exigiu que o governo central atualize essas regras de acordo com o publicado no Diário Oficial do Estado.

Por outro lado, Castro se referiu à infraestrutura de abastecimento de Morillejo, que, embora não tenha negado que pareça “um conto sem fim”, lembrou que há quem a compare com as obras da Sagrada Família.

Ele precisou que as obras “estão concluídas” após o investimento de 4 milhões de euros por parte do Governo da Espanha e que atualmente se encontram na fase final do processo administrativo.

Conforme detalhou, o projeto já enfrenta a legalização do sistema e a certificação da instalação elétrica, etapas prévias à sua entrada em funcionamento definitiva. Uma infraestrutura que é fundamental para evitar cortes no abastecimento de água potável no verão, uma situação que os municípios ribeirinhos sofreram em anos anteriores.

Por fim, Castro reiterou a necessidade de unidade política na defesa da água em Castela-La Mancha, lamentando que essa coesão exista na região do Levante, enquanto, em sua opinião, nesta região há quem “anteponha interesses partidários” aos do território.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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