Publicado 28/10/2026 20:59

O presidente do TSE defende a “absoluta normalidade” das eleições diante das denúncias de Bolsonaro

BRASÍLIA, 4 de outubro de 2026  -- Flávio Bolsonaro (R), candidato à presidência pelo Partido Liberal do Brasil, posa para fotos com sua esposa após votar em um seção eleitoral no Rio de Janeiro, Brasil, em 4 de outubro de 2026. A votação no primeiro turn
Jin Haoyuan / Xinhua News / Europa Press

MADRID 29 out. (EUROPA PRESS) -

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) do Brasil, Kassio Nunes Marques, defendeu a segurança e a “absoluta normalidade” das recentes eleições presidenciais, ressaltando o compromisso da instituição com a “vontade soberana do eleitorado” diante das acusações de fraude feitas pelo ex-candidato Flávio Bolsonaro, que fugiu para os Estados Unidos para se autoproclamar “líder do Brasil” no exílio após sua derrota.

Em um comunicado, Nunes Marques classificou as eleições do último domingo como “as eleições mais inclusivas da história da República brasileira”. O magistrado fez referência à “instabilidade na reta final da votação” — em alusão velada à polêmica extensão do horário de funcionamento das urnas —, mas garantiu que, graças às medidas adotadas e à competência técnica do tribunal, “foi possível avançar com a apuração e garantir um processo eleitoral seguro”.

“Informo que todas as contestações apresentadas de acordo com o devido processo legal serão analisadas e respondidas”, garantiu o presidente do órgão eleitoral máximo. Além disso, agradeceu o empenho dos funcionários de todo o país, dos membros das mesas eleitorais e das forças de segurança, afirmando que o processo transcorreu “respeitando as disposições legais e constitucionais”.

O EXÍLIO DE FLÁVIO BOLSONARO E SUAS ACUSAÇÕES

A declaração da máxima autoridade eleitoral brasileira ocorre horas depois de Flávio Bolsonaro ter divulgado um comunicado a partir do território norte-americano. O senador fugiu do país passando pela Argentina e pelo Equador após a ordem do juiz do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, que havia exigido a entrega de seu passaporte e proibido que ele saísse do país no âmbito de uma investigação por suposto lavagem de dinheiro.

Em sua carta, o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro autoproclamou-se “líder do Brasil” (após apagar uma versão anterior na qual chegava a se autodenominar “presidente eleito”) e denunciou uma “repugnante fraude eleitoral”. Segundo o ex-candidato, é uma “impossibilidade matemática” que o atual presidente, Luiz Inácio Lula da Silva, tenha conseguido reverter as pesquisas, e atribuiu a culpa a essa situação à decisão judicial de prorrogar o horário de votação, uma medida que a própria campanha de Bolsonaro também havia solicitado para cinco estados específicos.

Apresentando-se como vítima de uma “caça às bruxas” e de um “golpe de Estado” orquestrado pelo Partido dos Trabalhadores (PT) e pelo Supremo, Flávio Bolsonaro anunciou sua intenção de mobilizar a oposição a partir do exílio, inspirando-se em figuras como a venezuelana María Corina Machado ou o general francês Charles De Gaulle. Para isso, o político agradeceu expressamente, em sua declaração, a ajuda e o apoio do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e do presidente argentino, Javier Milei.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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