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MADRID 8 ago. (EUROPA PRESS) -
O presidente do Senado brasileiro, Davi Alcolumbre, se negou na quinta-feira a dar seguimento à proposta de afastamento do juiz do Supremo Tribunal Federal Alexandre De Moraes, apresentada pela maioria oposicionista na Câmara, depois de bloqueá-la por dois dias em protesto contra a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro, medida decretada por não cumprir medidas cautelares impostas no âmbito da trama para impedir o processo judicial contra ele por um golpe de Estado dos Estados Unidos.
Após uma greve que também afetou o Congresso do país sul-americano, Alcolumbre retomou suas funções, recusando-se a incluir a destituição do magistrado na pauta e a negociar a votação de qualquer outro projeto da oposição antes do fim da obstrução, segundo a Agência Brasil.
No entanto, antes do início da sessão, a oposição afirmou que continuaria atuando "ativamente" pela anistia aos envolvidos no golpe de 8 de janeiro de 2023 e pelo fim da imunidade parlamentar de Moraes. Apesar disso, eles deram "um voto de confiança no presidente Davi, aceitando sua palavra de que essas questões serão discutidas", declarou o senador Magno Malta, de acordo com o serviço de notícias da própria Câmara Alta.
O setor pró-Bolsonaro apresentou como uma vitória a coleta de 41 assinaturas - representando a maioria absoluta dos membros do Senado - para apoiar uma petição para o impeachment de Moraes. No entanto, esse número é apenas simbólico, pois não há nenhuma disposição legal que obrigue o presidente do Senado a iniciar o processo, o que, de fato, ele não fez.
De qualquer forma, espera-se que Alcolumbre se reúna com líderes pró-Bolsonaro na próxima semana para negociar projetos de interesse desse setor.
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