Europa Press/Contacto/Mariana Bazo
MADRID 23 jan. (EUROPA PRESS) - O presidente do Peru, José Jerí, sugeriu que a divulgação dos vídeos que revelam seu encontro clandestino com um empresário chinês é uma retaliação dos presos que vêm sofrendo com suas políticas de segurança. “Eles têm algum interesse em que as autoridades não continuem fazendo buscas nas prisões”, afirmou.
Jerí sustentou que “há um interesse lógico” por parte daqueles que estão dentro dos centros penitenciários, bem como por parte dos “amigos” que têm fora. “Eles não são inimigos do Estado, são inimigos do presidente pelas ações que ele tomou”, avaliou durante um evento para apresentar os últimos números sobre criminalidade.
Nesse sentido, o presidente peruano adiantou que continuarão com esse tipo de operação dentro das prisões do país e que ficarão registradas as “muitas outras evidências” por trás dessas teorias que ele defende, informa o jornal La República.
Jerí afirmou que se sente “um alvo” daqueles que estão sofrendo com essas operações nas prisões. “Eles têm amigos fora”, apontou o presidente peruano, que denunciou ter recebido ameaças.
O último escândalo da política peruana diz respeito a vários encontros que Jerí teve com o empresário chinês Zhihua Yang, que mantinha contratos com o Estado. Gravações mostram-no a entrar num local fechado, propriedade desta pessoa, em Lima, usando óculos escuros e coberto com um capuz. Além deste encontro, Jerí reconheceu ter-se reunido com ele para almoçar várias outras vezes. Em um desses almoços, participou outro cidadão chinês processado por tráfico ilegal de madeira, Ji Wu Xiaodong, que cumpre prisão domiciliar. Da mesma forma, estão sob suspeita uma série de visitas que Zhihua fez ao Palácio do Governo entre 26 de dezembro e 6 de janeiro. Por esses fatos, até seis propostas de moção de censura foram apresentadas no Congresso. No entanto, a direção da Câmara descartou a convocação de uma sessão plenária extraordinária para debater essas iniciativas. Da mesma forma, o principal parceiro parlamentar de Jerí, Fuerza Popular, recusou-se a apoiá-las.
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