MADRID 20 jul. (EUROPA PRESS) -
A Promotoria de Lavagem de Dinheiro do Peru abriu uma investigação contra a presidente do país, Dina Boluarte, por um suposto crime de financiamento proibido de organizações políticas após uma suposta contribuição de 150.000 soles (mais de 36.000 euros) para a campanha para o segundo turno das Eleições Gerais de 2021, quando ela concorreu como candidata à vice-presidência do partido Peru Libre.
O promotor Ángel Astocondor emitiu uma decisão que amplia os fatos da investigação, que ainda estão em fase preliminar, e incluiu o empresário Eduvigis Beltrán Salinas e a própria Boluarte, que na época dos acontecimentos não tinha o status de aforada, segundo o jornal peruano 'El Comercio'.
A disposição também prevê o testemunho dos envolvidos, incluindo o de Dina Boluarte, que deverá comparecer em 14 de outubro de 2025.
De acordo com a disposição, em 19 de maio de 2021, Boluarte participou de uma reunião na qual o empresário prometeu entregar o dinheiro para as despesas da batucada para o acompanhamento musical das atividades de campanha de Boluarte durante o final da campanha para o segundo turno.
"Ao que tudo indica, o dinheiro em questão teria sido entregue a Dina Boluarte Zegarra diretamente ou por meio de Marcela Saldarriaga Ortiz, em uma data entre 19 e 26 de maio de 2021, sem descartar que o intermediário para o recebimento do dinheiro possa ter sido outra pessoa", explica o documento.
O empresário Beltrán negou ter dado o dinheiro para a campanha eleitoral de Boluarte e até mesmo negou conhecê-la pessoalmente. O caso está sendo tratado pela Primera Fiscalía Supraprovincial Corporativa Especializada em Delitos de Lavado de Activos.
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