Publicado 16/07/2026 14:52

O presidente do Peru confia que, nos próximos anos, o governo de Keiko Fujimori será um governo “de conciliação”

15 de julho de 2026, Lima, PERU: LIMA, 15 DE JULHO DE 2026.Em uma cerimônia solene, o Conselho Nacional Eleitoral (JNE), presidido por Roberto Borneo, entregou nesta quarta-feira a Keiko Fujimori suas credenciais como presidente da República eleita para o
Europa Press/Contacto/El Comercio

MADRID 16 jul. (EUROPA PRESS) -

O presidente do Peru, José María Balcázar, manifestou nesta quinta-feira sua confiança de que a nova presidente eleita, Keiko Fujimori, governe com uma ampla base de consenso, em uma espécie de governo de conciliação que “dê início a uma nova era” para o país. “Tenho fé de que isso possa acontecer”, afirmou.

Fujimori dirigiu-se nesta quinta-feira ao Palácio do Governo, onde conversou com Balcázar, como parte de um evento institucional e de caráter protocolar, conforme ambos ressaltaram.

Balcázar apresentou à presidente eleita “a necessidade e a possibilidade” de que seu próximo mandato seja “de conciliação” e reúna “uma ampla base” com a qual seja possível chegar a um consenso diante dos futuros desafios democráticos. “Começa uma nova era e tenho fé de que isso possa acontecer”, afirmou ele, segundo a emissora RPP.

Além disso, o presidente peruano também expressou sua confiança de que algumas das obras já iniciadas e que não puderam ser concluídas por falta de tempo possam ser dadas continuidade nos próximos anos.

Por sua vez, Fujimori destacou a “cordialidade” com que transcorreu a reunião “além das diferenças ideológicas” que os separam, o que “é uma demonstração de institucionalidade e do que significa a democracia” no Peru, e agradeceu a disposição das autoridades que estão deixando o cargo na transferência de poder.

Fujimori destacou que os desafios mais imediatos que seu governo terá pela frente, assim que assumir definitivamente o cargo em 28 de julho, passam pela gestão dos efeitos do fenômeno climático El Niño e pelo combate à criminalidade. “Temos que enfrentar diretamente a criminalidade para restaurar a ordem”, afirmou.

Na quarta-feira, a líder do Fuerza Popular recebeu das mãos do Jurado Nacional de Eleições (JNE) as credenciais eleitorais que certificavam sua vitória no acirrado segundo turno das eleições gerais realizadas em 7 de junho.

Com apenas 50 mil votos de diferença, Fujimori, que já havia chegado às portas da presidência em três ocasiões, derrotou Roberto Sánchez em uma eleição marcada por uma década de profunda crise de instabilidade política e institucional, durante a qual se alternaram até oito presidentes.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

Contador

Contenido patrocinado