MADRID 18 mar. (EUROPA PRESS) -
O presidente do Peru, José María Balcázar, afirmou nesta quarta-feira que o Congresso “recomendou” a demissão de Denisse Miralles do cargo de chefe de gabinete, numa tentativa de dar “um maior impulso” à luta contra a insegurança pública, embora tenha esclarecido que a substituição não foi motivada por pressões, às vésperas de o governo se submeter ao voto de confiança parlamentar.
Balcázar explicou que, para “atacar com força” o problema da insegurança que aflige o país, o Congresso “recomendou” a substituição de Miralles — substituída pelo ex-ministro da Defesa, Luis Arroyo — para enfrentar “decididamente” essa questão, conforme relatou em entrevista à RPP.
A insegurança cidadã, ressaltou ele, “foi o único motivo para nomear o novo presidente do Conselho de Ministros”, rejeitando assim a ideia de que a destituição de Miralles tenha ocorrido por receio de que ela não conseguisse, nesta quarta-feira, o voto de confiança do Congresso.
Balcázar garantiu que “não tem nenhuma evidência” de que os congressistas tivessem “a intenção de desacreditar” Miralles e o gabinete. “O que está em questão aqui é tomar decisões dentro do marco constitucional”, disse ele, sem querer avaliar o trabalho daquela que já é ex-primeira-ministra.
“Posso receber recomendações de 50 mil pessoas sobre uma determinada decisão, mas tenho a liberdade de tomar decisões pessoais”, destacou o presidente do Peru.
Miralles apresentou sua renúncia na terça-feira, a pedido do presidente, vinte dias depois de ter sido escolhida por Balcázar para liderar o gabinete que deveria tentar estabilizar a crise política perpétua no Peru antes da realização das eleições de 12 de abril, das quais sairia o nono presidente em dez anos.
A renúncia ocorreu um dia antes de seu gabinete ser apresentado ao Congresso, onde algumas bancadas já vinham avisando há dias que não concederiam seu voto de confiança ao novo governo. O escolhido para substituí-la foi Luis Arroyo, que era seu ministro da Defesa.
A nomeação de Miralles também foi marcada por controvérsia, depois que, em uma mudança de última hora, Balcázar optou por ela em vez de Hernando de Soto, que havia sido anunciado dois dias antes para ocupar o cargo.
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