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MADRID 4 maio (EUROPA PRESS) -
O presidente do Peru, José María Balcázar, afirmou que há argumentos suficientes para que o próximo governo avalie a “renegociação” da compra dos F-16, à qual ele próprio se opôs, contrariando a opinião de parte de seu gabinete, do qual saíram, por esse motivo, Hugo de Zela, da pasta de Relações Exteriores, e Carlos Díaz, da Defesa, no que foi a enésima crise política do país.
Balcázar explicou que esses acordos de compra foram firmados durante o gabinete anterior do destituído José Jerí, com cláusulas especiais e sem consultar a Presidência ou o Ministério da Economia.
Nesse sentido, ele questionou o “caráter secreto” dessa compra, que se limita apenas a aeronaves americanas, e enfatizou sua ideia de que cabe ao novo Executivo tomar uma decisão, já que este deve contar com “maior legitimidade”, e embora já tenha sido feito um adiantamento do pagamento, “seria pertinente que o novo governo revisasse esses documentos secretos”.
“É possível renegociar de repente, pois ainda falta pagar muito mais; é possível reduzir a quantidade de aviões”, propôs o presidente peruano, em entrevista ao canal Panamericana Televisión.
Balcázar também questionou a adequação de assumir esse gasto quando o país tem pela frente “uma série de prioridades relacionadas à pobreza”. O Estado peruano efetuou um primeiro pagamento de 462 milhões de dólares (cerca de 395 milhões de euros) por esses cerca de vinte F-16 que deveriam chegar ao Peru entre 2029 e 2030.
Além disso, ele também falou sobre a saída de Díaz e De Zela há algumas semanas, a quem demitiu devido às divergências surgidas nesse assunto. “Quando uma pessoa que é meu ministro age como agiu, os dois agiram assim, tive que demiti-los”, disse Balcázar, que os acusou de difamá-lo.
“Começaram a me difamar (...) dizendo que eu menti para o país. Faltou pouco para que dissessem que eu criei as normas em segredo”, repreendeu.
Esse desacordo provocou novas tensões internas no gabinete, que já teve dois primeiros-ministros em apenas dois meses e cuja formação já havia sido marcada pela decisão de última hora de Balcázar de colocar Denisse Miralles à frente do mesmo, depois de ter anunciado anteriormente Hernando de Soto.
A compra de cerca de vinte aeronaves F-16 da empresa norte-americana Lockheed Martin gerou uma nova crise política no Peru, num momento em que as instituições voltaram a ser questionadas pela opinião pública devido à incerteza dos resultados do primeiro turno das eleições.
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