Europa Press/Contacto/Iranian Presidency - Arquivo
MADRID, 2 jul. (EUROPA PRESS) -
O presidente do Parlamento iraniano, Mohamad Baqer Qalibaf, negou nesta quarta-feira que os inspetores da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) tenham acesso a instalações bombardeadas, em alusão aos complexos nucleares atingidos por ataques dos Estados Unidos e de Israel, ressaltando que o acesso a esses locais “é proibido sob qualquer circunstância”, já que “essa é a lei”.
“É falso que os inspetores da AIEA tenham acesso a locais bombardeados”, afirmou Qalibaf em declarações divulgadas pela radiotelevisão estatal iraniana IRIB, nas quais se referiu às leis aprovadas pelo Parlamento e pelo Conselho Supremo de Segurança Nacional: “O acesso a locais bombardeados e danificados é proibido em qualquer circunstância. Essa é a lei”, enfatizou.
Nesse sentido, ele advertiu que Teerã não concede “nenhum privilégio além dos níveis de acesso estabelecidos pelo Conselho Supremo de Segurança Nacional”, órgão que, como ele lembrou, “é responsável por determinar o nível de acesso e especificou seu marco”.
Nesse sentido, o presidente do Parlamento indicou que, atualmente, os técnicos da AIEA “só têm direito de acesso em dois casos: a usina nuclear de Bushehr (na costa do Golfo Pérsico) e o reator de Teerã”. “O acesso se limita a esses limites e nos comprometemos a mantê-lo”, acrescentou.
Suas declarações foram feitas menos de uma semana depois que o diretor-geral da Agência, Rafael Grossi, mencionou conversas com as autoridades do Irã para estabelecer um sistema de verificação “muito sólido” de seu programa nuclear, no âmbito do acordo preliminar firmado com os Estados Unidos.
Dois dias após as declarações do dirigente da AIEA, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores iraniano, Esmail Baqaei, já havia alertado que o acesso da agência às instalações nucleares iranianas danificadas continuava “bloqueado”. “Aconselhamos Grossi a cumprir suas obrigações de maneira mais responsável, em vez de se dedicar à propaganda eleitoral”, criticou.
Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático