Publicado 29/06/2026 06:44

O presidente do Parlamento da Turquia pede que se ponha fim à “agressão israelense” para alcançar a paz mundial

Archivo - Arquivo - 17 de outubro de 2017 - Varsóvia, Polônia - O presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, e o presidente Andrzej Duda fizeram uma declaração sobre os acordos firmados após a assinatura do documento no Palácio Presidencial, em Varsóvia
Europa Press/Contacto/Jakob Ratz - Arquivo

MADRID 29 jun. (EUROPA PRESS) -

O presidente da Grande Assembleia Nacional da Turquia, Numan Kurtulmus, exigiu nesta segunda-feira o fim da “agressão de Israel” na região do Oriente Médio, dando ênfase especial à situação em Gaza e na Cisjordânia, e insistindo que a paz na região depende, em grande parte, da paz mundial.

Em seu discurso de abertura na Assembleia Parlamentar da OTAN, realizada em Istambul, apenas uma semana antes de Ancara sediar a cúpula dos líderes da OTAN, Kurtulmus pediu aos aliados que se envolvam mais na região para avançar na pacificação do Oriente Médio, algo que ele considera fundamental para alcançar a paz e a estabilidade em nível global.

“Israel está realizando ataques e violando o Direito Internacional. E isso precisa acabar. Não se trata apenas da tragédia humanitária que o povo palestino está sofrendo. Não se trata apenas das centenas de milhares de pessoas massacradas. Não se trata apenas das cidades demolidas e destruídas”, afirmou o presidente do Parlamento turco, aliado do presidente Recep Tayyip Erdogan, ressaltando que esses ataques significam “minar e bombardear a esperança da humanidade no futuro” e na resolução da questão palestina.

Em sua opinião, “por fim à agressão israelense não significa apenas aliviar o sofrimento do povo palestino, mas também é de suma importância para a paz mundial”.

Dessa forma, Kurtulmus argumentou que a história “ensina que, sem paz no Oriente Médio, não pode haver paz em nível global”. “Se os palestinos não forem livres no Oriente Médio, também não haverá paz no Oriente Médio. Por isso, como aliados da OTAN, também devemos apoiar a resolução desse problema”, enfatizou.

PAPEL DA TURQUIA NA UCRÂNIA

Da mesma forma, sobre a situação na Ucrânia, que vive há cinco anos sob invasão russa, o líder da Grande Assembleia Nacional da Turquia destacou que a firmeza do país contra aqueles que violam a lei permite, ao mesmo tempo, trabalhar para “resolver os problemas mais difíceis relacionados à paz”.

“A Turquia apoiou e continua apoiando sem reservas a integridade territorial e a soberania da Ucrânia. Ao mesmo tempo, desde o início da crise, a Turquia tornou-se o único país do mundo capaz de dialogar com ambas as partes”, afirmou.

Sobre as perspectivas de um acordo entre Kiev e Moscou, ele explicou que, nos primeiros momentos da guerra, as delegações russa e ucraniana se reuniram em Istambul “e, quase imediatamente, foram assinados os rascunhos do acordo final”, acordos esses que, no entanto, não chegaram a ser concretizados.

“Agora esperamos que, daqui em diante, seja possível pôr fim a esta guerra, respeitando plenamente a integridade territorial da Ucrânia e a soberania de seu povo”, afirmou ele, valorizando o papel da Turquia na mediação de acordos para a troca de prisioneiros ou a reabertura do Mar Negro para rotas comerciais de grãos.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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