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MADRID 21 abr. (EUROPA PRESS) -
O chefe do Escritório Nacional de Processos Eleitorais (ONPE) do Peru, Piero Corvetto, apresentou nesta terça-feira sua renúncia ao cargo após as irregularidades registradas durante o dia de votação do último dia 12 de abril, uma decisão que ocorre poucas horas antes de ele comparecer ao Ministério Público justamente por causa desse assunto.
“Após os problemas técnicos operacionais surgidos na distribuição do material eleitoral em determinados setores da Região Metropolitana de Lima durante a jornada eleitoral do último dia 12 de abril (...) considero necessário e urgente renunciar à responsabilidade que me foi conferida”, afirmou em carta dirigida ao Conselho Nacional de Justiça (JNJ), que já aceitou a renúncia.
Corvetto espera que sua decisão “contribua para gerar um clima de maior confiança nas eleições” e, nesse sentido, mostrou-se confiante de que quem o substituir ajudará a “construir um contexto político adequado” para o segundo turno das eleições presidenciais, previsto para o próximo dia 7 de junho.
No entanto, ele defendeu na carta que “cumpriu com integridade (sua) função” desde que foi designado para dirigir a ONPE em 2020. “Sempre me preparei para o cargo ao qual me candidatei e no qual pudemos conduzir um forte processo de reformas necessárias, mas os problemas pontuais ocorridos em 12 de abril constituem uma situação que me impede de continuar no cargo”, reconheceu.
Da mesma forma, ele reclamou “uma investigação imparcial e exaustiva” que permita esclarecer as causas das falhas que, segundo ele, não estão relacionadas à “competência interna” do órgão e, nesse sentido, manifestou sua “total e plena disponibilidade para as investigações nas instâncias competentes”.
Vale lembrar que Corvetto está intimado a depor perante o Ministério Público nesta mesma terça-feira, às 16h (hora local, 23h na Espanha peninsular e nas Ilhas Baleares), quando deverá entregar seu passaporte, conforme informou o jornal peruano 'La República'. O ex-diretor do ONPE é alvo de uma investigação por parte da JNJ devido às irregularidades registradas em 12 de abril, que impediram 63.300 eleitores de exercer seu direito de voto, prolongando a votação por mais um dia.
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