Europa Press/Contacto/Carlos Garcia Granthon
MADRID 14 abr. (EUROPA PRESS) -
O chefe do Escritório Nacional de Processos Eleitorais (ONPE) do Peru, Piero Corvetto, negou nesta terça-feira perante o Congresso as acusações contra ele por supostas irregularidades durante o dia de votação de domingo, garantindo que se tratou de um “erro pontual”.
“Insisto que não houve irregularidades graves. Houve um erro pontual extraordinário, que prejudicou fundamentalmente os residentes da zona oeste e sul de Lima, prejudicando diretamente os residentes de três distritos do sul de Lima, onde não conseguimos entregar as urnas eleitorais, que tiveram que votar não naquele dia, mas no dia 13 (de abril)”, relatou perante a Comissão de Fiscalização do Congresso.
Corvetto justificou as falhas durante o dia da votação alegando que as próprias eleições haviam dado origem a “um conjunto de desafios, de dificuldades, de elementos que criavam um cenário complexo de se lidar”, embora tenha defendido que “da ONPE nós lidamos bem com isso”.
No entanto, voltou a pedir desculpas aos cidadãos pelo atraso do material eleitoral nas localidades afetadas, o que descreveu mais uma vez como um “evento absolutamente extraordinário e pontual”.
Corvetto é alvo de uma investigação por parte da Junta Nacional de Justiça do Peru, devido às irregularidades registradas no domingo que impediram 63.300 eleitores de exercer seu direito de voto, prolongando a votação por mais um dia.
Isso se soma à prisão do gerente de Gestão Eleitoral da ONPE, José Edilberto Samamé Blas, por um suposto crime de omissão, recusa ou atraso no cumprimento de atos funcionais no meio do processo das eleições gerais do país, com a candidata da Fuerza Popular (FP), Keiko Fujimori, como vencedora do primeiro turno com quase 17% dos votos.
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