Europa Press/Contacto/Carlos Santiago
MADRID 6 nov. (EUROPA PRESS) -
A presidente do México, Claudia Sheinbaum, apresentou uma reforma constitucional para criminalizar o assédio sexual depois que ela foi agredida esta semana enquanto caminhava por uma rua na Cidade do México por um homem que a tocou sem seu consentimento e que já foi preso.
O objetivo, de acordo com Sheinbaum, é tornar o assédio sexual um crime em todo o país e dar visibilidade a "um problema sistêmico que afeta todas as mulheres mexicanas". "Busco abrir um precedente", disse ela.
O incidente ocorreu quando Sheinbaum estava a pé. Ela indicou que percebeu a gravidade do incidente quando viu os vídeos. "Decidi registrar uma queixa porque isso é algo que vivenciei como mulher, mas nós, mulheres, vivenciamos isso em nosso país", disse ela durante uma coletiva de imprensa.
"Se eu não apresentar uma queixa, em que condições ficarão todas as mulheres mexicanas? Se isso for feito com o presidente, o que acontecerá com todas as mulheres jovens? O assédio sexual é atualmente um crime na Cidade do México, mas não é criminalizado de forma unificada em todo o México.
O governo também planeja lançar uma campanha nacional para promover o respeito e a necessidade de uma "mensagem forte" de que "o espaço pessoal das mulheres não deve ser violado".
A chefe do governo da Cidade do México, Clara Brugada, emitiu uma mensagem de apoio a Sheinbaum. "Se eles tocam o presidente, eles tocam todos nós", disse ela em uma declaração na qual enfatizou que o "assediador" enfrentará a lei. "Tolerância zero para a violência contra as mulheres", enfatizou.
O Ministério da Mulher do México também condenou o ocorrido e aproveitou a oportunidade para incentivar as vítimas desse e de outros tipos de abuso a denunciar. "Mulheres, adolescentes e meninas não devem ser tocadas", enfatizou.
De acordo com dados do Instituto Nacional de Estatística e Geografia (INEGI), mais de 70% das mulheres mexicanas com mais de 15 anos de idade sofreram algum tipo de abuso e quase metade delas foi vítima de violência sexual, sendo que a Cidade do México registrou o maior número de casos depois do Estado do México.
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